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Justiça manda soltar marido de grávida encontrada morta em Pedro Canário após surgimento de novo suspeito

Raphael Alves Nepomoceno terá de cumprir medidas determinadas pela Justiça; outro homem chegou a admitir o crime, mas depois negou a confissão, e investigação continua.

Por Carlos Cavalcante
Jornalista e radialista · Colaborador eventual
· 2 min de leitura · Sem comentários
Justiça manda soltar marido de grávida encontrada morta em Pedro Canário após surgimento de novo suspeito

A investigação sobre a morte de Laydiane Lacerda da Silva, de 33 anos, encontrada sem vida dentro de casa quando estava grávida de quatro meses, ganhou um novo desdobramento em Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo. A Justiça decidiu revogar a prisão preventiva do marido da vítima, Raphael Alves Nepomoceno, após o surgimento de informações que levantaram dúvidas sobre a autoria do crime.

Laydiane foi encontrada morta no dia 3 de outubro, em uma residência no distrito de Cristal do Norte. O marido havia sido preso preventivamente durante as investigações, mas a situação mudou após a identificação de outro homem que teria admitido participação no homicídio.

O novo nome que passou a ser investigado é o de Adriel de Jesus Sena, de 21 anos, detido no último dia 16 de outubro, também em Pedro Canário. Ele é suspeito de invadir uma residência, estuprar uma mulher e tentar matá-la durante uma ação relacionada a roubo.

Durante a abordagem que resultou em sua detenção, Adriel teria confessado também a morte de Laydiane. A informação foi incorporada ao contexto investigativo e apresentada pela defesa de Raphael como um dos elementos para solicitar sua liberdade.

Confissão foi negada posteriormente

Apesar da informação sobre a suposta confissão, a Justiça considera que ainda não existem elementos suficientes para apontar Adriel como responsável pela morte da grávida.

Isso porque, durante uma audiência de custódia relacionada ao outro caso, o jovem negou ter confessado o assassinato.

Ao analisar o pedido de liberdade, o juiz Leandro Cunha Bernardes da Silveira destacou a necessidade de cautela diante das informações contraditórias.

Na avaliação do magistrado, a declaração atribuída ao novo suspeito não permite, por enquanto, estabelecer sua responsabilidade pelo homicídio. Da mesma forma, o surgimento dessa nova linha de investigação não elimina definitivamente os indícios anteriormente considerados contra Raphael.

Ministério Público concordou com a soltura

A revogação da prisão preventiva recebeu manifestação favorável do Ministério Público do Espírito Santo (MPES) e da autoridade policial, diante das mudanças ocorridas no andamento da investigação.

Com a decisão, Raphael deixa de permanecer preso preventivamente, mas deverá cumprir determinações judiciais.

Entre as medidas estabelecidas estão o comparecimento mensal em juízo e a proibição de sair da comarca sem autorização da Justiça.

Adriel, por sua vez, foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) após ser autuado em flagrante por estupro e tentativa de latrocínio, crimes relacionados ao episódio ocorrido no dia 16 de outubro.

Morte da grávida continua sob investigação

A decisão judicial não representa o encerramento do caso nem uma conclusão definitiva sobre quem matou Laydiane.

A investigação permanece em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte, avaliar os elementos relacionados aos suspeitos e identificar o responsável pelo crime.

A soltura de Raphael também não significa absolvição. A medida representa uma mudança na avaliação da necessidade de sua prisão preventiva enquanto as investigações prosseguem.

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