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Suspeito de matar mulher a pauladas em Mantenópolis já cumpria pena de 21 anos por latrocínio

Zilmara Castilho de Moraes, de 48 anos, foi encontrada morta dentro de casa, no bairro Bela Vista; relato da esposa do investigado sobre roupas sujas de sangue ajudou a esclarecer o caso.

Por Carlos Cavalcante
Jornalista e radialista · Colaborador eventual
· 3 min de leitura · Sem comentários
Suspeito de matar mulher a pauladas em Mantenópolis já cumpria pena de 21 anos por latrocínio

Um homem de 37 anos, que já havia sido condenado a 21 anos de prisão por um latrocínio cometido contra uma idosa, foi preso nesta quarta-feira (21), suspeito de envolvimento no assassinato de Zilmara Castilho de Moraes, de 48 anos, em Mantenópolis, no Noroeste do Espírito Santo.

A vítima foi encontrada morta no dia 15 de outubro, dentro da própria residência, localizada no bairro Bela Vista. Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado sua morte, mas o trabalho pericial revelou que ela havia sido vítima de homicídio, com emprego de um objeto contundente.

A investigação avançou após a descoberta de informações sobre o comportamento do suspeito nos dias seguintes ao crime, incluindo um relato feito pela própria esposa dele.

Mulher foi encontrada em residência sem energia elétrica

Quando Zilmara foi localizada, a casa estava sem fornecimento de energia elétrica. O corpo estava em um dos cômodos do imóvel, onde também foram identificadas marcas de sangue em diferentes pontos.

Segundo o delegado Robson Peixoto, responsável pelas investigações em Mantenópolis, a vítima apresentava limitações físicas.

Diante das circunstâncias encontradas, foi necessário aguardar os exames periciais para esclarecer a causa da morte.

O trabalho realizado pela Polícia Científica confirmou que Zilmara havia sido assassinada mediante golpes provocados por um objeto contundente.

Esposa relatou que suspeito chegou em casa com roupas ensanguentadas

Um dos elementos considerados importantes para o avanço das investigações surgiu durante o depoimento da esposa do homem investigado.

Ela contou que o marido chegou à residência do casal usando roupas com manchas de sangue. Ao ser questionado, ele teria afirmado que havia se envolvido em uma briga na rua.

Na manhã seguinte, conforme o relato da mulher, o homem disse que precisava se desfazer das peças de roupa.

A esposa também indicou o local onde as roupas haviam sido deixadas: uma área de pastagem próxima à residência do casal.

Essas informações passaram a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores.

Além dos depoimentos, foram examinadas imagens e outras informações relacionadas ao caso.

Com os indícios reunidos, a Justiça autorizou a prisão temporária do suspeito, cumprida na quarta-feira (21), menos de uma semana depois de o corpo de Zilmara ter sido encontrado.

Suspeito negou envolvimento na morte

Durante o interrogatório, o homem de 37 anos negou ter participado do assassinato.

Ele declarou que conhecia Zilmara apenas de vista e afirmou que não mantinha relacionamento amoroso com a vítima.

Apesar da negativa, os elementos apresentados durante a investigação fundamentaram o pedido de prisão temporária autorizado pela Justiça.

O nome do investigado não foi divulgado nas informações apresentadas.

Homem estava em liberdade condicional após condenação por latrocínio

Outro aspecto do caso é o histórico criminal do suspeito.

De acordo com o delegado Robson Peixoto, o homem cumpria uma pena de 21 anos de reclusão por um latrocínio cometido em 2008, quando uma idosa foi vítima de roubo seguido de morte.

Na época do assassinato de Zilmara, ele estava em livramento condicional e permanecia com os direitos políticos suspensos.

A decisão que autorizou sua prisão também determinou o encaminhamento de informações ao Juízo da Execução Penal, responsável por avaliar a situação do benefício concedido anteriormente.

Com isso, a Justiça deverá analisar se existem fundamentos para suspender o livramento condicional.

Investigação continua

Após ser localizado e preso, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

As investigações prosseguem para esclarecer as circunstâncias do assassinato de Zilmara Castilho de Moraes.

Até o momento, as informações divulgadas não esclarecem a motivação do crime nem confirmam qual objeto foi utilizado para provocar os ferimentos que resultaram na morte da vítima.

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