Ministério Público investiga suposta prática de “Rachid” na Câmara de Vereadores de Colatina

Compartilhar no facebook
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no email
Compartilhar no print

O Ministério Público de Colatina recebeu uma denúncia anônima de que o vereador Wanderson Ferreira da Silva, conhecido como Tom, estaria praticando o chamado rachid, que seria a divisão financeira do salário recebido por um funcionário indicado pelo vereador.

Segundo fonte que não quis se identificar foi oferecido para Bethânia Rodrigues Lopes o cargo de Superintendente, na Prefeitura Municipal de Colatina, no valor de 2.000 reais de salário, sendo que a funcionaria ficaria com a metade, ou seja, 1.000 reais  devolvendo  a outra metade para o vereador.

O parlamentar alegou, segundo a fonte anônima, que faria esse rachid porque teria compromissos eleitorais e que precisava levantar fundos para cumprir os mesmos.

A Superintendente  Bethânia teria recebido o valor de 1.900 reais no seu primeiro salário, e teria alegado que o rachid seria injusto, pois as partes ficariam desiguais. Desta forma o vereador teria concordado em receber 800 reais mensais e não mil reais como teria sido combinado. E desta forma supostamente, passou a receber este valor mensalmente.

O vereador Tom alega em sua defesa que isso não existe, pois o dinheiro que recebeu seria proveniente de um empréstimo que Bethânia teria feito junto a ele no ano de 2015. O empréstimo seria no valor de 2.000 mil reais. E os valores recebidos da Superintendente Bethânia seria proveniente para a quitação deste empréstimo. Sendo assim, ele nega qualquer envolvimento na prática de Rachid.

O Ministério Público declarou a nossa reportagem que não poderia nos informar sobre andamento das investigações, pois mais pessoas envolvidas serão ouvidas no caso, mas o Promotor do caso, Izaías Vinagre, relatou que a promotoria poderá encaminhar uma ação de improbidade administrativa pelas provas adquiridas e já apuradas e o processo poderá ser encaminhado para o promotor criminal para ser analisado pelo mesmo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Receba notícias exclusivas diariamente no seu celular