Missionária colatinense que mora na África revela luta contra falta de conscientização em torno do Covid-19

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A Colatinense Beatriz Cruzio, Doutora em Paz, Democracia e Movimentos Sociais, missionária da Igreja Presbiteriana Unida de Colatina, que vive em Moçambique há 10 anos, fala da sua participação na orientação e conscientização da doença do Covid-19 no país e a situação de Maputo, capital de Moçambique no sul do continente africano.

Beatriz que trabalha com a reabilitação de presos e reinserção social, diz que já foram contaminadas várias pessoas com o coronavírus, mas que a população não acredita nos números divulgados e questionam a verdade das informações. Segundo Cruzio, ainda há muita circulação de pessoas nos centros urbanos. Os transportes coletivos continuam a circular normalmente, com excesso de passageiros.

Em Moçambique, existem duas alternativas de transporte muito populares, os ônibus, sempre lotados, e os chamados Chapas, que são vans, que circulam com mais de 30 pessoas com carrocerias abertas. Esses dois meios de transportes, o contato físico é constante, pois não existe a condição de haver um distanciamento social nesses casos.

“Aqui na capital Maputo, e em várias outras cidades do país, já existem várias doenças como Aids, Malária, Tuberculose, se não houver uma paralisação urgente e total, as consequências serão terríveis”. Diz Beatriz. Um dos maiores problemas do país é a falta de acesso à alimentação, pois Moçambique não dispõe de infraestrutura adequada para a produção de alimentos e a maiorias dos habitantes trabalham no sistema informal, diminuindo o poder aquisitivo da população para a compra de alimentos, produtos de higiene pessoal e medicamentos.

Segundo a Doutora em Paz, Democracia e Movimentos Sociais, suas atividades estão suspensas por 30 dias. “Estamos fazendo as atividades missionárias o mínimo possível para as pessoas nas comunidades”. O governo decretou o fechamento de escolas e de todas as atividades de aglomeração pessoal.

Beatriz em sua fala final diz que, vários países da África vão passar pela mesma epidemia que o resto do mundo, mas a diferença é que os países ricos não irão passar fome ao contrário da África. Beatriz Cruzio é colatinense e sua família mora no bairro Colatina Velha em Colatina-ES.  

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