Conheça a história do homem que viajou 700 km planejando cometer um assassinato em Colatina

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No combate ao coronavírus uma das ações da Prefeitura de Colatina foi a retirada de moradores em situação de rua de vários pontos da cidade e como destino foram levados para o Ginásio de Esportes Municipal. Um trabalho que exigiu muito comprometimento por parte dos profissionais que ficaram à frente das atividades, durante os 30 dias que durou o projeto.

Todos os moradores em situação de rua foram acolhidos. Foi feito uma triagem para saberem de onde vieram e por que estavam em Colatina. No local, contavam com televisão, alimentação, profissionais de saúde e segurança 24 horas. Um ambiente que lhes davam as condições de passarem um longo período, onde todos ficariam confinados por 30 dias.

Inicialmente um ambiente problemático devido aos vícios do dia a dia , mas com o passar dos dias, iniciaram várias ações que mudaram a vida das pessoas que ali estavam sendo atendidas e também dos profissionais que vivenciaram uma realidade ainda não conhecida . Aquilo que seria penoso, aos poucos foi se transformando, ao ponto de pessoas que ali estavam, serem destinados para trabalharem na colheita de café, por exemplo, e até tomarem atitudes que mudariam o rumo da própria vida.

Esse foi o caso de um senhor que veio do Rio de Janeiro, e se passou por morador em situação de rua. Alegava que veio para a colheita de café, mas sua real intenção era cometer um assassinato no interior de Colatina. Segundo o próprio, uma pessoa fez muito mal a sua família e ele veio ceifar a vida deste morador do município. Mas com o passar dos dias, convivendo com as pessoas que ali estavam, começou a ouvir as palestras ministradas pela equipe que coordenava os trabalhos internos e mudou de intenção. Ao ser liberado, após sair de Colatina, enviou um áudio que emocionou todos que participaram do projeto.

“Viajei quase 700 km para matar a minha sede de vingança, por isso que ao chegar aí, tive que me passar por apanhador de café, para que pudesse me aproximar da pessoa que iria tirar a vida. Uma pessoa má, merecia morrer”. Relata o senhor que mudou de pensamento após ouvir uma palestra cujo autor se emocionou ao ponto de sensibiliza-lo. “Após ouvir sua sinceridade, pensei, dormi, sonhei e acordei livre daquele sentimento”. Finaliza o propenso assassino.

A palestra foi ministrada pelo segurança e educador Walace Damazio de Sousa que falou para a nossa reportagem como foi a convivência com esse senhor e várias outras pessoas, que com suas histórias de vida, criaram uma das maiores experiências de sua jornada. “Tudo começou com uma mulher moradora em situação de rua que cantou um hino religioso e isso nos deu a condição de nos aproximar de uma forma diferente deles”. Disse Walace.

No áudio, enviado a nossa reportagem, tem o relato completo e com provas das intenções de cometer o assassinato e o porquê ele mudou de ideia. A fala do cidadão tem aproximadamente 11 minutos e está carregada de agradecimentos. “O trabalho durou 30 dias, mas a experiência serviu para uma vida inteira”. Finaliza Walace.

A equipe era formada por três pessoas, Walace Damazio, Cloves Ferreira e o coordenador do programa Paulo Cezar. O mentor do programa foi o Capitão da Polícia Militar Carlos Balbino.

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