Profissional da área de limpeza da Vara Federal é a quadragésima oitava morte por Covid-19 em Colatina

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Um mulher marcada pelos sofrimentos da vida, mas que mesmo assim, fazia de tudo  para ajudar as pessoas. Assim era uma das cinco vítimas do Covid-19 desta quarta-feira (8) em Colatina. Ruth Coelho tinha duas características marcantes, a disciplina no trabalho e o amor pelos netos. A preocupação com o trabalho e os netos acompanhou Ruth durante os oito dias que lutou pela vida na UTI do Hospital Sílvio Avidos.

Aos 50 anos de idade, gozando de uma boa saúde, trabalhando no setor de limpeza da Vara da Justiça Federal em Colatina, Ruth Coelho, começou a passar mal, no dia 20 de junho, quando começou a sentir os sintomas do Covid-19. No início ocorreu uma febre alta e dores no corpo, o que fez Ruth procurar o Pronto Atendimento da Santa Casa de Misericórdia. Ao ser atendida foi feito teste rápido para Covid-19, cujo resultado foi negativo.

Mas com os sintomas claros do novo coronavírus, um novo teste foi efetuado e desta vez, deu positivo para a contaminação. Imediatamente após testar positivo, ela foi encaminhada para o hospital Silvio Avidos. Já na ambulância começou os primeiros cuidados para que pudesse respirar com mais facilidade.

Ao chegar no Hospital Sílvio Avidos, foi encaminhada para o procedimento de intubação, pois a oxigenação, segundo informação de sua filha, era baixa quando chegou ao hospital. Com a intubação e os medicamentos aumentou a saturação para 50% e por fim somente respirava por aparelho.

Na madrugada desta quarta-feira (8) sofreu uma parada cardíaca, mas os batimentos voltaram ao normal. “Mas após dezoito dias lutando pela vida, minha mãe, que acima de tudo era minha melhor amiga faleceu. Sei que ela lutava para viver, em especial pelos seus netos que ela tanto amava”. Revela sua filha Geysa Coelho.

Ruth Coelho, começou a trabalhar com 13 anos de idade, como secretária do lar, depois passou por várias locais, como o Restaurante Drink, e atualmente tralhava como agente de limpeza na Vara da Justiça Federal em Colatina. “Uma vida de luta e de muita dor, que fazia minha mãe ter uma “cara fechada”, muito pela timidez e pelo sofrimento da vida. Mas quem a conhecia e convivia com ela, sabia que ela, lá dentro tinha muito amor e carinho”. Diz a filha.

Ruth Coelho é mais uma vítima desta pandemia que já tirou a vida de 48 colatinenses e que Portal de Notícias ES-FALA, faz questão de retratar e homenagear. Pois em um momento que não se pode velar seus entes queridos, quem sabe uma singela homenagem possa acalentar um pouco a dor das famílias dos colatinenses que passam por esse momento de tristeza. 

Ruth Coelho, deixa pai Sr. José Bernardo, mãe Maria da Conceição Coelho de Souza. Quatro filhos, Jhonatan, Jéssica, Geysa e Kaleu. Amigos de trabalho demonstraram muito carinho e respeito pela pessoa e profissional que exercia suas atividades com tanto zelo e responsabilidade.

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