Empresas de Energia pedem empréstimo e conta de luz ficará mais cara

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A operação montada pelo Governo Federal para socorrer as empresas do setor elétrico em meio à pandemia do coronavírus tem sido criticada por consumidores. O empréstimo da chamada “Conta-covid”. que, inclusive, foram solicitadas pela Empresa de Luz e Força Santa Maria, que abrange Colatina e mais 10 municípios capixabas e EDP, terão os custos divididos entre as empresas do setor e os consumidores, que vão arcar com a maior parte do custo da diluição nas contas de luz a partir de 2021.

A avaliação, sobretudo dos grandes consumidores de energia, que são as indústrias, é que isso vai pesar ainda mais no bolso tanto de pessoas quanto de empresas, justamente em um momento de queda de renda e no faturamento causados pela pandemia e ainda sem perspectiva de retorno.

Outra crítica é de que as empresas do setor elétrico, com essa ajuda organizada pelo governo para captar recursos junto aos bancos vão passar praticamente ilesas a essa que já desponta como uma das maiores crises econômicas da história, enquanto todos os demais setores da economia tem dado sua parcela de sacrifício, como avalia o Diretor Técnico da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), Fillipe Soares.

Já o membro do Conselho de Infraestrutura de Energia da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Carlos Senna, que é diretor do Sindicato Patronal da Indústria de Energia do Estado, avaliou que o programa tem razão de existir e se justifica diante da situação complicada da economia e também para o setor, que já teria que repassar aumentos no custo da energia para o consumidor este ano sem a pandemia, que agravou a situação com a queda no consumo de energia puxado pela paralisação da economia.

O que é “Conta-Covid”.

A Conta-Covid foi criada em maio para garantir liquidez as empresas do setor elétrico. Das 53 distribuidoras do país, 50 solicitaram empréstimo junto ao pool de bancos que compõem o programa, totalizando, R$ 14,8 bilhões. Os pedidos ainda precisam ser aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Na prática, o empréstimo será para antecipar ao setor os custos adicionais que seriam cobrados aos consumidores neste ano e dividido por 12 meses. Esses valores agora serão diluídos em 65 meses, a partir de 2021.

Entre os custos adicionais que já seriam cobrados neste ano estão o aumento da energia de Itaipu, que acompanha a variação do dólar, da cota da conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a remuneração de novas instalações de transmissão de energia.

A Empresa de Luz e Força Santa Maria, que atende 110 mil consumidores em Colatina e mais 10 municípios, solicitou empréstimo no valor de R$ 21,9 milhões. Já a EDP Espírito Santo, concessionária distribuidora que atende, 1,58 milhão de consumidores em 70 municípios do Estado, comunicou ao mercado que pediu um empréstimo de R$ 219,42 milhões.   

ES-FALA/Informação A Gazeta 

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