Mesmo com aumento de sepultamentos devido a pandemia, prefeitura de Colatina corta hora extra de coveiros

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Os coveiros de Colatina vêm o trabalho aumentar mas, agora não vão mais receber hora  extra. No papel a carga horária é de 7 horas às 16 horas, mas como a morte não tem hora os coveiros não podem parar. Por isso, sempre precisam ultrapassar o horário de serviço. O problema é que a Prefeitura de Colatina decidiu não pagar mais as horas extras.

Em julho, a Prefeitura baixou um decreto determinando o pagamento de horas extras somente para os servidores da Secretaria de Saúde e dos coveiros, mas no começo deste mês de agosto a Secretaria de Administração decidiu que as horas extras dos coveiros seriam compensados com folgas e não com dinheiro. O que eles questionam é que o município já recebeu mais de 25 milhões de repasse do Governo Federal para enfrentamento da Covid-19 o que também inclui o pagamento dos servidores considerados essenciais.

Atualmente 7 coveiros trabalham nos 4 cemitérios municipais que ficam nos bairros São Vicente e São Judas Tadeu. Os cemitérios são os maiores da cidade  e os coveiros dizem que por causa da pandemia dos últimos meses o número de sepultamentos aumentou muito e por isso eles pedem à Prefeitura melhores condições de trabalho.

Um dos coveiros, Fábio, relatou que nesta situação de Covid-19 às vezes tem 4 ou 5 sepultamentos por dia e aí eles tem que exceder o horário de trabalho  é de 7h às 16h em mais duas horas já que encerram o expediente às 18 horas. Nos finais de semana também eles têm que trabalhar já que os cemitérios não podem fechar.

Fábio disse que não está podendo fazer sepultamentos porque até hoje não recebeu o equipamento apropriado para evitar contaminação pelo vírus.

O OUTRO LADO

O prefeito Sérgio Meneguelli disse que todos os direitos dos coveiros estão garantidos. Afirmou que além das horas extras que estavam muito altas não há necessidade uma vez que foi realizado um concurso e foram chamados novos coveiros e hoje tem como trabalhar sem precisar pagar hora extra perfazendo uma economia de  10 mil reais mensais.

Sobre a falta de equipamento especial para enterrar pessoas a Prefeitura disse que só falta a do funcionário Fábio,mas que já está sendo providenciado. 

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