Após alta procura, cloroquina encalha nas farmácias de Colatina

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A busca por cloroquina nas farmácias e drogarias de Colatina seguem “quase zero”. De acordo com farmacêuticos que atuam na venda de medicamentos, a procura segue em baixa desde o final do ano passado. A cloroquina chegou a ter grande busca no início da pandemia, quando o presidente Jair Bolsonaro passou a recomendar o remédio como suposto tratamento para curar a Covid-19. 

Por não apresentar comprovação científica de sua eficácia no combate ao vírus e ainda trazer complicações à saúde, a população passou a ter maior desconfiança no remédio. É o que explica o farmacêutico Jackson Batista, que trabalha na Farmácia Kelly, localizada na avenida Getúlio Vargas, no Centro. 

“Hoje as buscas pela cloroquina estão em quase zero. Aos poucos, as pessoas foram identificando que o medicamento não tem eficácia contra a Covid e, por isso, pararam de comprar. Ainda temos em estoque, porém, quase ninguém mais pergunta sobre”, comentou. 

O mesmo ocorre na Farmácia São Silvano, onde a farmacêutica Tamires Ferreira atua. De acordo com ela, apenas pessoas que já usavam o medicamento para outros tratamentos ainda procuram por ele. “É o único público que ainda vem comprar o remédio. De resto, identificamos uma queda, mas ainda temos em estoque”, destaca. Frisou que as buscas pelo medicamento registraram pico em abril de 2020, ocasião em que o país ainda começava a entender a gravidade da chegada do novo vírus.

Para controlar o acesso ao medicamento e evitar a falta dele para quem realmente precisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução em que instruíam as farmácias e drogarias a venderem o medicamento apenas sob prescrição médica, com receita especial de duas vias.

A iniciativa ajudou no controle de entrada e saída do remédio. Já o impacto da procura por cloroquina não foi tão intenso nas farmácias de manipulação de Colatina. Segundo Wésley Porto, funcionário da Asulac-Farmácia de Manipulação, localizada na Travessa Nilo Peçanha, no Centro, o que disparou a partir de maio do ano passado foi a ivermectina.

Ele disse que ser atendido pelo telefone era praticamente uma loteria. E olha que na época não havia comprovação científica de que o medicamento tinha eficácia contra a Covid-19. Mesmo assim, os colatinenses correram às farmácias de manipulação em busca do remédio.

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