Veja os possíveis motivos que fizeram Colatina ser homenageada pela Petrobras com o nome de um navio

O navio Suezmax DP2 Eagle Colatina, é moderno, considerado ecologicamente sustentável. A homenagem feita pela Petrobras, batizando o navio com o nome de Colatina, causou um sentimento de gratidão na população colatinense. Mensagens positivas chegaram pelos canais de acesso do Portal de notícias ES FALA.   

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Mas porque a cidade de Colatina recebeu tamanha homenagem? Esse foi o questionamento de alguns leitores do portal. 

EXISTEM TRÊS POSSÍVEIS MOTIVOS:

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A primeira é que a empresa selecionou várias cidades brasileiras que começam com C e fizeram uma votação interna, sendo o nome Colatina escolhido com mais votos.

Existem ainda mais duas possibilidades sobre a origem de Colatina ser o nome escolhido. Mesmo Colatina não tendo nenhuma gota de petróleo para chamar de sua, segundo fontes da administração municipal, a cidade geologicamente é relevante para a produção do petróleo.Luiza Bricalli, professora do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), desenvolve pesquisas sobre placas tectônicas. Estas placas são enormes blocos que fazem parte da camada sólida externa do planeta Terra, a crosta terrestre, e são elas que sustentam os continentes e os oceanos. 

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Em Colatina, existe uma particularidade geológica importante: é a faixa de lineamento Colatina. Essa faixa corresponde à feição estrutural mais importante no estado e é caracterizada por um conjunto de lineamentos, que se inicia a Sul de Vitória, passando pela cidade de Colatina e por Pancas, e terminando no Noroeste, no limite com Minas Gerais. 

Segundo Luiza, esta feição tectônica teria se originado no período neoproterozóico e, durante a idade paleozóica, teria sido reativada, sofrendo movimentos de cisalhamento, um fenômeno que provoca deslocamento. 

Há 40 milhões de anos, o movimento das placas tectônicas contribuiu para o fechamento dos oceanos primitivos. Essa água evaporou e minúsculos vegetais marinhos se depositaram no fundo dos mares. Por meio de decomposição – e também de aumento na pressão e na temperatura –, o material orgânico desses microorganismos deu origem ao petróleo. 

E há ainda uma terceira explicação, de natureza saudosista, para que o navio recebesse o nome Colatina. De acordo com o prefeito Guerino Balestrassi, há um técnico colatinense que trabalha no estaleiro sul-coreano onde foi construída a embarcação de 155 mil toneladas de porte bruto. Por influência desse profissional, o navio teria sido batizado em homenagem à cidade.

Independentemente de qual é o motivo real, Colatina merece a homenagem.  

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