Casagrande destaca redução histórica em homicídios no ES, mas aponta desafios no combate ao feminicídio

O governador Renato Casagrande apresentou, no início desta semana, um balanço dos resultados da Segurança Pública no Espírito Santo em 2024. Durante a coletiva de imprensa realizada no Palácio Anchieta, Casagrande destacou a redução histórica nos índices de homicídios no estado, mas alertou para o aumento de casos de feminicídios, classificando o problema como um dos principais desafios da gestão.

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A apresentação contou com a presença de diversas autoridades, como o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Samuel Meira Brasil Júnior, e o procurador-geral do Ministério Público Estadual, Francisco Martínez Berdeal.

Segundo Casagrande, o Espírito Santo registrou 845 homicídios até o dia 29 de dezembro, com a expectativa de encerrar o ano com cerca de 850 casos. Esse é o menor número desde 1996, quando começaram os registros da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Em comparação com 2023, que teve 976 homicídios, a redução foi de 131 casos.

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“Em 2009, o estado registrou 2.024 homicídios, o que representava mais de 50 assassinatos por 100 mil habitantes. Hoje, temos uma taxa de 20,6 homicídios por 100 mil habitantes, a menor desde 1996 e abaixo da média nacional pela primeira vez na história”, ressaltou Casagrande.

O governador atribuiu os avanços ao Programa Estado Presente, criado em 2011, que reúne ações integradas das forças de segurança e de diversos órgãos do Governo.

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Os crimes letais intencionais, que incluem homicídios dolosos, latrocínios e lesão corporal seguida de morte, também apresentaram queda significativa. Em 2024, foram registrados 894 casos até 29 de dezembro, contra 1.031 no mesmo período de 2023.

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Apesar das conquistas gerais, os homicídios contra mulheres aumentaram no estado.

Em 2023, foram registrados 88 homicídios de mulheres, sendo 35 classificados como feminicídios. Já em 2024, até 29 de dezembro, esses números subiram para 93 homicídios e 38 feminicídios.

Casagrande reconheceu o desafio de combater crimes contra mulheres, destacando os esforços do Governo em estruturar ações específicas. Entre as iniciativas, está a criação da Companhia Independente da Mulher na Polícia Militar, além de medidas promovidas pela Polícia Civil e pelas secretarias da Mulher, Direitos Humanos e Assistência Social.

“Ainda há uma cultura enraizada no Espírito Santo e no Brasil de homens que acreditam ter poder sobre as mulheres, que podem violentá-las e agredi-las. Precisamos acabar com essa cultura”, afirmou o governador.

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