Na tarde desta terça-feira (21), o município de Marilândia foi local da audiência do caso envolvendo Thamirys Alexandra Virgílio Pascoal, que tinha 18 anos na época dos acontecimentos. No entanto, a sessão foi marcada pela ausência de duas testemunhas consideradas fundamentais para o andamento do processo.
O juiz André Guasti Motta destacou que a oitiva dessas testemunhas é essencial para que decisões importantes sejam tomadas. A ausência gerou a necessidade de um novo agendamento, previsto para ocorrer no mês de março, segundo informações da advogada da família da vítima, Dra. Sthephany Nascimento.
Dra. Sthephany enfatizou que, até a próxima audiência, serão feitos esforços para localizar as testemunhas e garantir que elas compareçam, possibilitando o prosseguimento do caso e a busca por justiça.
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Thamirys Alexandra Virgílio Pascoal foi enterrada em uma cova rasa/Redes sociais.
Relembre o caso
Thamirys desapareceu na madrugada de 9 de abril de 2024. Segundo relatos, ela foi vista pela última vez por volta das 3h da manhã, após sair de um bar no local conhecido como “Morrão”. A jovem, que residia com uma tia no bairro Santa Cecília, havia informado à mãe, Josiane Virgulino, que encontraria um amigo antes de desaparecer.
Familiares e amigos iniciaram buscas intensas e mobilizaram as redes sociais em busca de pistas. No entanto, três dias depois, o corpo de Thamirys foi encontrado enterrado em uma cova rasa em uma área rural de Marilândia. O laudo cadavérico indicou uma pequena lesão na cabeça, mas descartou que essa tenha sido a causa da morte.
Investigação e indiciamentos
A Polícia Civil do Espírito Santo indiciou Ivanildo Pereira da Silva por homicídio e ocultação de cadáver e Bruno da Conceição por participação na ocultação do corpo. Segundo as investigações, Bruno admitiu ter auxiliado na ocultação, mas negou envolvimento direto no assassinato. Durante a prisão, uma motocicleta com motor e chassis adulterados também foi apreendida, sugerindo um possível esquema de troca de favores relacionado ao crime.

Ivanildo Pereira da Silva é suspeito de homicídio e ocultação de cadáver.
O delegado Leonardo Ávila, responsável pelo caso, afirmou, na época, que as causas e motivações para o homicídio ainda não foram conclusivas. Entre as hipóteses, estão uma possível dívida de Thamirys no comércio de drogas ou um desentendimento durante um programa sexual.














