Com a Quaresma, consumo de peixes aumenta em Colatina e preço do bacalhau ultrapassa R$ 199 o quilo

Pesquisa mostra variação de preços nos supermercados da cidade; demanda, importação e câmbio explicam os aumentos

Com a chegada da Quaresma, o consumo de pescados em Colatina voltou a crescer significativamente, impulsionado, principalmente, pela tradição católica de evitar carne vermelha durante esse período. Como de costume, os preços dos peixes também acompanharam essa tendência de alta, com destaque para o bacalhau, produto bastante procurado para compor as refeições da Semana Santa.

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Um levantamento realizado pelo Portal ES Fala nesta quarta-feira (26) revelou diferenças expressivas nos valores praticados por dois supermercados da cidade. O quilo do Bacalhau do Porto está sendo comercializado entre R$ 179,98 e R$ 199,90. Já o Bacalhau Saithe, considerado uma opção mais em conta, varia entre R$ 54,90 e R$ 59,98.

Para quem busca uma alternativa mais acessível, a merluza tem sido apontada como substituta do bacalhau. No entanto, o valor também tem surpreendido. O filé de merluza sem pele está sendo vendido por R$ 19,49 o quilo, enquanto a versão salgada não sai por menos de R$ 69,99.

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Diante dos preços elevados, a recomendação aos consumidores é que façam pesquisa de preços antes das compras para economizar.

O aumento no preço do bacalhau é justificado por uma combinação de fatores:

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  • Alta demanda sazonal: Durante a Quaresma e, especialmente, na Semana Santa, o consumo de pescados aumenta significativamente, pressionando os preços.
  • Produto importado: O bacalhau é um peixe de origem estrangeira, o que o torna sensível à variação cambial, especialmente com a alta do dólar.
  • Logística e tributação: Custos com transporte, armazenagem e tributos também impactam o preço final nas prateleiras.

Com a Semana Santa se aproximando, a expectativa é de que os preços possam sofrer novos ajustes, especialmente se a demanda continuar em alta. Para muitos colatinenses, manter a tradição de consumir peixe nesse período exigirá pesquisa e planejamento.

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