Com exceção de Linhares, pontes com mais de 70 anos na BR-101 estão sem garantia de segurança

Com mais de 70 anos de existência e sem registros recentes de testes estruturais por parte do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ou da concessionária Ecovias do Arco Metropolitano (Ecovias 101), pontes da BR-101 localizadas no Norte do Espírito Santo estão no centro de uma preocupação crescente. Segundo denúncias recebidas pela Assembleia Legislativa do Estado, algumas dessas estruturas podem estar comprometidas, colocando em risco a segurança dos motoristas e passageiros que trafegam pela rodovia.

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A denúncia foi levada ao plenário pelo deputado estadual Fabrício Gandini, presidente da Comissão Especial de Fiscalização da BR-101. Ele destacou, em sessão recente, a ausência de informações concretas e de fiscalização quanto à real situação estrutural da ponte Edmundo Régis Bittencourt, sobre o rio Cricaré, em São Mateus. “Recebemos denúncias sérias e, até agora, nenhum órgão nos apresentou laudos ou garantias sobre a segurança dessas pontes”, alertou Gandini.

Além da ponte de São Mateus, outras estruturas com situação desconhecida também preocupam, como a ponte sobre o rio Itaúnas, em Pedro Canário, e a ponte sobre o rio Barra Seca, em Jaguaré. Todas foram construídas na época em que a BR-101 ainda não era asfaltada.

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De acordo com o parlamentar, da divisa com a Bahia até o município da Serra, pelo menos oito pontes merecem atenção urgente: localizadas em Pedro Canário, Conceição da Barra, São Mateus, Jaguaré, Aracruz, Ibiraçu, Fundão e Serra. A exceção no trecho é a ponte sobre o rio Doce, em Linhares, que passou por reformas mais recentes.

Gandini também fez um alerta sobre o risco iminente de tragédia, relembrando o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na divisa entre Tocantins e Maranhão, na rodovia BR-226, que matou 14 pessoas e deixou três desaparecidas. “Não podemos esperar uma tragédia semelhante acontecer aqui para tomar providências”, afirmou.

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Segundo ele, a ponte de São Mateus, além da insegurança estrutural, não oferece passagem para pedestres ou ciclistas, demonstrando a necessidade de modernização urgente. “O novo projeto de duplicação da BR-101 precisa contemplar essas melhorias. Estamos cobrando informações da Ecovias 101 para saber se há segurança no local”, reforçou o deputado.

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