Mandado de prisão: Justiça tenta encontrar ex-primeira-dama de Colatina em São Bernardo do Campo, São Paulo

A Justiça realizou uma tentativa de localizar e prender a ex-primeira-dama de Colatina, Maria Júlia Rosa Chaves Deptulski, em um conjunto de apartamentos na rua Leila Gonçalves, no município de São Bernardo do Campo, em São Paulo. Apesar da diligência feita pelas autoridades na região, a ex-secretária de Assistência Social do município capixaba não foi localizada. O mandado de prisão segue em aberto.

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Segundo informações, agentes da lei percorreram toda a extensão da via e vistoriaram diversos blocos residenciais do condomínio onde Maria Júlia poderia estar. O conjunto habitacional é extenso e abriga inúmeros apartamentos, o que dificultou a ação. Mesmo com o esforço das autoridades, a localização exata da ex-primeira-dama não foi identificada no momento da operação.

O mandado de prisão contra Maria Júlia foi expedido em 28 de junho de 2021, após decisão definitiva do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), que a condenou a sete anos e seis meses de reclusão em regime semiaberto por peculato — crime cometido por servidor público que se apropria de bens ou valores pertencentes ao poder público.c

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Ela foi apontada como principal envolvida na operação “Jogo de Damas”, deflagrada em Colatina em 2013. De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), os desvios ocorreram entre os anos de 2009 e 2013, período em que Maria Júlia comandava a Secretaria de Assistência Social durante a gestão do então prefeito Leonardo Deptulski, seu marido.

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As investigações apontaram que cerca de R$ 6,7 milhões podem ter sido desviados por meio de repasses da secretaria à Associação de Damas de Caridade de Colatina. A entidade, conveniada ao município, deveria prestar serviços de proteção a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. No entanto, segundo o MPES, o dinheiro era usado para custear despesas particulares da ex-primeira-dama e outras envolvidas.

Em 2017, o juiz Marcelo Bressan, da 3ª Vara Criminal de Colatina, considerou que Maria Júlia havia traído a confiança da população ao se beneficiar de verbas que deveriam atender à população em situação de vulnerabilidade social. Após a condenação em primeira instância, a defesa recorreu a instâncias superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF), mas não obteve êxito. Em maio de 2021, a condenação foi considerada definitiva e sem possibilidade de novos recursos.

Até hoje, no entanto, Maria Júlia continua foragida. O Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mantém o status “pendente de cumprimento”. A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que não há registro de entrada da condenada no sistema prisional capixaba.

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