Santa Teresa recebe grandes nomes do jazz, blues e bossa nova no 12º Santa Jazz

A charmosa cidade de Santa Teresa, na Região Serrana do Espírito Santo, se prepara para viver um dos momentos culturais mais esperados do ano: a 12ª edição do Santa Jazz – Festival Internacional de Jazz e Bossa de Santa Teresa. Entre os dias 13 e 15 de junho, o município será palco de apresentações que unem o melhor do jazz, blues, bossa nova e soul, com artistas do Brasil e dos Estados Unidos.

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A abertura do festival, na quinta-feira (13), promete emocionar o público com uma noite de grandes encontros musicais. O Claudio Dauelsberg Quarteto, acompanhado pelos consagrados Robertinho Silva e Ney Conceição, dá início à programação. Em seguida, sobe ao palco o guitarrista norte-americano Mike Stern, uma lenda do jazz fusion, eleito “Melhor Guitarrista do Ano” pela revista Guitar Player e indicado ao Grammy. Stern se apresentará ao lado do virtuoso baterista Dennis Chambers, e a noite termina com o show envolvente de Laretha Weathersby & Bruno Marques Band (EUA), que promete levantar o público com sua potente performance vocal.

Na sexta-feira (14), durante o dia, os shows gratuitos trazem energia e suingue com Samantha Antoinette & The Simi Brothers (EUA), que resgatam a força do rhythm & blues, além da apresentação de Mitch Woods and His Rocket 88’s (EUA), referência no jump blues e boogie-woogie. Já à noite, na programação paga, o destaque vai para o pianista e compositor Rique Pantoja Quarteto, acompanhado por André Neiva e Marcelo Martins. O palco então recebe José James (EUA), conhecido por sua mistura elegante de jazz, soul e hip-hop. A noite encerra com o talento do guitarrista Artur Menezes, radicado nos Estados Unidos, com sua pegada explosiva de blues.

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O domingo (15) fecha o festival em grande estilo. A programação conta com a apresentação do Roger Bezerra Trio convidando o saxofonista Derico, ex-integrante da banda do “Programa do Jô”. O público ainda poderá curtir Via Brasil & Márcia Chagas, e o encerramento ficará por conta do sanfoneiro Chico Chagas, que recebe no palco o mestre da gaita brasileira Maurício Einhorn, um dos maiores nomes do instrumento no país.

Com uma programação que mescla tradição e inovação, o Santa Jazz 2025 promete atrair turistas e amantes da boa música de todo o Brasil. Shows gratuitos e pagos estarão disponíveis em diferentes pontos da cidade, reforçando o compromisso de Santa Teresa com a cultura e a valorização da música instrumental.

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A história do jazz no Brasil: quando a sofisticação encontrou a ginga

O jazz chegou ao Brasil no início do século 20, pouco tempo depois de surgir nos Estados Unidos, especialmente por influência da cultura norte-americana nos grandes centros urbanos como Rio de Janeiro e São Paulo. Inicialmente associado à elite e às apresentações em cassinos e boates sofisticadas, o jazz logo começou a dialogar com os ritmos brasileiros.

Durante as décadas de 1940 e 1950, músicos brasileiros passaram a incorporar elementos do jazz às harmonias e improvisos da música nacional. Esse intercâmbio culminou na bossa nova, que é considerada uma das maiores fusões entre o jazz e a música brasileira. Nomes como Tom Jobim, João Gilberto e Vinícius de Moraes beberam diretamente da linguagem jazzística, principalmente da sofisticação harmônica de artistas como Chet Baker e Miles Davis.

Na década de 1960, músicos como Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, Moacir Santos e Victor Assis Brasil exploraram com profundidade essa mistura, criando composições instrumentais ricas, com improvisações que conversavam com o jazz moderno e o experimentalismo brasileiro. Surgia ali o chamado “jazz brasileiro”, com identidade própria.

Além dos grandes nomes, festivais de jazz começaram a surgir em diferentes regiões do país, fortalecendo o gênero e revelando talentos. No Espírito Santo, por exemplo, o Santa Jazz, em Santa Teresa, se consolidou como um dos principais eventos do gênero, promovendo o intercâmbio entre artistas nacionais e internacionais.

Hoje, o jazz no Brasil é uma linguagem viva e multifacetada. Se manifesta tanto em clubes intimistas quanto em palcos abertos, reunindo gerações de músicos e ouvintes que valorizam a liberdade criativa e a expressão sofisticada da música.

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