Moradores da comunidade de São João Pequeno, no interior de Colatina, estão enfrentando sérias dificuldades com as condições precárias de um trecho da estrada local, nas proximidades de um rio. A quantidade de buracos tornou o trânsito arriscado e, em alguns momentos, quase inviável para veículos de pequeno porte e ônibus.
A principal preocupação da população é que, com a continuidade do desgaste da via, empresas de transporte coletivo possam alegar impossibilidade de acesso, interrompendo a prestação do serviço essencial para quem depende do ônibus para trabalhar, estudar e acessar serviços básicos na cidade.
Outro ponto de alerta é o início da colheita de café, a atividades econômicas mais importantes da região. Os moradores temem que os buracos prejudiquem não apenas o deslocamento de trabalhadores, mas também a logística de escoamento da produção agrícola.
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Comunidade está preocupada que com desgaste da via, empresas de transporte coletivo possam alegar impossibilidade de acesso/Leitor
Diante da situação, a comunidade faz um apelo à Prefeitura de Colatina, por meio do órgão competente, para que providencie urgentemente a manutenção da estrada. Segundo os moradores, o reparo do trecho é fundamental não só para garantir o direito de ir e vir, mas também para evitar prejuízos econômicos no campo.
“A gente não pode esperar o pior acontecer. Já estamos tendo dificuldade para passar de carro. Se as empresas de ônibus pararem de circular aqui, vamos ficar isolados”, desabafa um morador.
COLATINA E A PRODUÇÃO DE CAFÉ
Colatina, destaca-se como um dos principais polos produtores de café conilon no Brasil. A cafeicultura é uma das bases da economia agrícola do município, com destaque para as pequenas e médias propriedades .
O Espírito Santo é o maior produtor de café conilon do Brasil, responsável por aproximadamente 70% da produção nacional . No estado, o café conilon é a principal fonte de renda em 80% das propriedades rurais localizadas em terras quentes.
A cafeicultura em Colatina é predominantemente familiar, com lavouras de tamanho médio de 8 hectares, muitas delas irrigadas e tecnificadas. A produtividade média no estado já alcançou 45,94 sacas por hectare, com alguns produtores chegando a colher mais de 180 sacas por hectare.
Além de sua importância econômica, o café conilon de Colatina tem ganhado reconhecimento pela qualidade. Eventos como o Concurso de Qualidade de Café Conilon de Colatina incentivam os produtores a aprimorarem suas técnicas de cultivo e beneficiamento, promovendo a sustentabilidade e a competitividade no setor.
Com a colheita prestes a começar, a cafeicultura mostra seu papel econômico em Colatina, impulsionando a geração de empregos e fortalecendo a agricultura familiar na região.














