Vale renova frota com 50 locomotivas e estreia novos vagões com mais conforto aos passageiros

A Vale anunciou a aquisição de 50 novas locomotivas como parte de seu plano de modernização da frota ferroviária e compromisso com a sustentabilidade. A iniciativa está inserida no programa de descarbonização da companhia, que visa melhorar a eficiência operacional e reduzir as emissões de gases de efeito estufa em suas operações ferroviárias.

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As locomotivas serão fabricadas pela empresa Wabtec na unidade instalada em Contagem, Minas Gerais, com previsão de início das entregas para 2026. Serão 36 locomotivas EVOBBW destinadas à Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e 14 locomotivas ES58Aci para a Estrada de Ferro Carajás (EFC), ambas operadas pela mineradora.

Segundo o vice-presidente de Operações da Vale, Carlos Medeiros, a escolha por modelos de alta eficiência e alinhados com práticas sustentáveis reafirma o compromisso da empresa com o futuro do setor ferroviário. “O plano de renovação e modernização da frota da EFVM e EFC tem como premissa contribuir para o futuro da descarbonização no setor ferroviário”, declarou.

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As novas locomotivas poderão operar com uma maior proporção de biodiesel, o que contribui diretamente para a redução das emissões de gases poluentes. Testes estão sendo planejados em parceria com a Wabtec para avaliar a viabilidade de ampliar ainda mais o uso desse combustível renovável nas operações.

Vagões de passageiros chineses já estão em circulação

Além da renovação da frota de carga, a Vale deu início, no fim de março, à operação experimental dos novos vagões de passageiros fabricados pela empresa chinesa CRRC Sifang. Os veículos integram um lote de 62 unidades adquiridas como parte das exigências do Governo Federal para a renovação antecipada da concessão das ferrovias EFVM e EFC.

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Os novos vagões oferecem mais conforto aos usuários e substituem os antigos modelos fabricados pela romena Astra Vagoane Calatori, adquiridos em 2012. A exigência faz parte de um pacote de investimentos estimado em R$ 8,6 bilhões, impostos à Vale pelo Governo Federal como contrapartida para a prorrogação contratual.

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