Itaguaçu foi o primeiro alerta: Polícia Científica confirma maior apreensão de canabinoide sintético no ES

A Polícia Científica do Espírito Santo confirmou nesta semana a maior apreensão de canabinoide sintético já registrada no Estado, mas destacou que o primeiro caso do tipo foi detectado um ano antes no município de Itaguaçu, no interior capixaba. A revelação mostra o papel do município de Itaguaçu como ponto de atenção precoce para o avanço das chamadas “drogas K” no território capixaba.

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A substância identificada é a MDMB-4EN-PINACA, um composto sintético que simula os efeitos da maconha, porém com intensidade muito superior e alto grau de toxicidade. A confirmação ocorreu em dezembro de 2024, após análise realizada pelo Laboratório de Química Forense (LABQUIM), vinculado ao Instituto de Laboratórios de Análises Forenses (ILAF). No entanto, a divulgação foi feita apenas nesta quarta-feira (7) para não comprometer as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

A primeira amostra do entorpecente foi detectada em Itaguaçu, onde seis pinos foram apreendidos. Na época, o achado foi tratado como um sinal preocupante de introdução de uma nova classe de drogas no Espírito Santo, o que levou os peritos do LABQUIM a redobrar a atenção nas análises seguintes.

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Já em julho de 2024, o município de Nova Venécia registrou a maior apreensão: 536 pinos contendo material vegetal, nos quais a droga K foi confirmada.

Segundo o perito criminal Victor da Rocha Fonseca, responsável pelas análises, os efeitos do MDMB-4EN-PINACA são extremamente agressivos. “Trata-se de uma substância que, embora imite a cannabis, apresenta efeitos muito mais acentuados e perigosos, podendo causar danos renais, hepatite, convulsões e falência respiratória”, explicou. A droga costuma ser aplicada sobre material vegetal para ser fumada, o que facilita sua confusão com a maconha tradicional.

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