Escritório inglês que representa vítimas da tragédia de Mariana promove encontros em Baixo Guandu, Colatina e Linhares. Veja datas e locais

O escritório internacional Pogust Goodhead, responsável por representar mais de 700 mil atingidos da tragédia de Mariana (MG) no processo movido contra a mineradora BHP na Inglaterra, realiza neste mês de maio uma série de encontros com os clientes capixabas. As reuniões acontecerão nos municípios de Baixo Guandu, Colatina e Linhares, todos localizados no Espírito Santo, um dos estados duramente afetados pelo rompimento da barragem de Fundão.

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O primeiro encontro ocorre nesta quarta-feira (14), das 19h às 21h, no Auditório do Sesc de Baixo Guandu, no bairro Santa Mônica. O espaço foi preparado para receber os atingidos da cidade e também moradores de municípios vizinhos, como Aimorés, Resplendor e Itueta.

Além de Baixo Guandu, o escritório já confirmou mais duas reuniões no estado:

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  • Colatina (ES)
    Quarta-feira, 21 de maio, às 19h
    Clube Itajuby – Rua Profa. Antônieta, 295 – Maria das Graças
  • Linhares (ES)
    Quinta-feira, 22 de maio, às 19h
    Auditório do Sesc – Av. Augusto Calmon, 1907 – Colina

Durante os encontros, os advogados da Pogust Goodhead vão esclarecer dúvidas dos clientes sobre o andamento do processo na High Court of Justice, em Londres, que está em fase final. O julgamento que definirá a responsabilidade da mineradora BHP terminou em março de 2025, e a sentença é esperada para meados deste ano.

Um dos temas centrais das reuniões será a audiência já marcada para os dias 2 e 3 de julho, que tratará do planejamento da segunda fase do processo. Nessa nova etapa, serão discutidos os danos causados pelo rompimento da barragem, bem como as indenizações que deverão ser pagas aos atingidos. O fato de essa audiência já estar agendada mesmo antes da sentença ser anunciada demonstra, segundo os advogados, a prioridade que a Justiça britânica tem dado ao caso.

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A tragédia de Mariana, ocorrida em novembro de 2015, deixou 19 mortos e causou impactos ambientais e sociais severos ao longo da bacia do Rio Doce, atingindo diretamente dezenas de municípios em Minas Gerais e no Espírito Santo. O processo movido na Inglaterra é uma tentativa inédita de responsabilização internacional da BHP, uma das controladoras da Samarco, mineradora responsável pela barragem que se rompeu.

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