Vídeo mostra homem jogando roda e pneu no Rio Doce e revolta moradores em Colatina

Cena gravada por grupo de homens viraliza nas redes sociais e escancara a falta de consciência ambiental; morador promete denunciar ao Ministério Público

Um vídeo que circula em redes sociais e grupos de WhatsApp causou indignação em moradores de Colatina, neste domingo (25), ao mostrar um ato explícito de desrespeito ao meio ambiente: três homens aparecem trocando o pneu de um veículo, aparentemente um Fiat Pálio, e um deles é filmado lançando a roda usada diretamente no leito do Rio Doce.

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Enquanto um realiza a troca e o outro grava, o terceiro homem segura o pneu danificado e, antes de jogá-lo no rio, afirma em tom de deboche:
“Isso aqui agora é um jequi pra pegar lagosta!”

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O vídeo sem o efeito visual foi enviado para o Ministério Público/Leitor

A ação revoltante foi enviada por um morador do Centro de Colatina ao Portal de Notícias ES FALA, que fez questão de registrar sua indignação:
“Eu sei que caem dejetos, que empresas poluem o rio e até hoje quase nada se fez para melhorar, mas quando a gente vê um ato desse, materializado na falta de consciência de uma pessoa, a revolta aumenta ainda mais. Como dizia meu professor, o problema do Brasil é o brasileiro.”

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Além de compartilhar o vídeo com a reportagem, o denunciante afirmou que irá encaminhar as imagens ao Ministério Público, esperando que as autoridades tomem providências e identifiquem os responsáveis pela infração ambiental.

Crítica à cultura da impunidade

Jogar lixo em rios é considerado crime ambiental, com previsão de multa e até pena de reclusão, de acordo com a Lei nº 9.605/1998. Mesmo assim, cenas como a registrada no vídeo são comuns e frequentemente ignoradas por parte das autoridades locais.

O Rio pede socorro — e a população reage

Para muitos colatinenses, o Rio Doce é mais do que um curso d’água: é patrimônio, memória e sobrevivência. A repercussão do vídeo gerou reações de revolta em diversos moradores da cidade, que pedem uma resposta firme do poder público e campanhas mais incisivas de educação e responsabilidade ambiental.

“Não é só indignação, é um chamado à ação. Não podemos normalizar isso”, afirmou outro leitor que assistiu à cena.

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