Entenda os pontos que levaram o Crea-ES a apontar risco na Ponte Florentino Avidos, em Colatina

Laudo cita risco de queda de fragmentos de concreto sobre vias sob a ponte; conselho recomenda recuperar aço corroído, remover partes soltas e revisar os cálculos das fundações. DER-ES afirma que não foi notificado e diz que estacas expostas “não têm função estrutural”.

A Ponte Florentino Avidos, que liga o Centro ao bairro São Silvano, sobre o Rio Doce, passou por vistoria do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) após denúncias e questionamentos de usuários. O relatório técnico não fala em risco iminente de colapso, mas aponta patologias compatíveis com desgaste e falta de manutenção — e alerta para o risco de queda de fragmentos de concreto nas vias inferiores, onde circulam pedestres, ciclistas e veículos.

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O que motivou a vistoria

Após relatos de moradores e imagens nas redes sociais, o Crea-ES realizou, em julho, uma inspeção técnica na ponte para avaliar o estado da estrutura.

Principais achados técnicos

  • Armaduras expostas (ferragens aparentes).
  • Corrosão avançada em elementos de aço.
  • Desplacamento de concreto (partes soltas/oco).
  • Avarias em peças estruturais.

Conjugados, esses problemas elevam o risco de destacamento de material.

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Onde está o risco apontado

O laudo enfatiza riscos localizados de queda de fragmentos sobre as vias sob o tabuleiro. O Crea-ES não aponta colapso estrutural iminente do conjunto, mas pede ações rápidas de manutenção.

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O que o Crea-ES recomenda fazer agora

  • Recuperar elementos metálicos com corrosão.
  • Remover concretos soltos e tratar áreas com desplacamento.
  • Revisar o projeto de recuperação e avaliar reforços/ampliações.
  • Checar o memorial de cálculo (capacidade resistente e parâmetros de projeto), com foco em fundações, estacas e pilares.

O que falta para fechar o plano de obras

Para dimensionar com precisão as intervenções, o Crea-ES diz precisar da documentação técnica da última intervenção:

  • 28/7: o Conselho oficiou o DER-ES pedindo os projetos e memoriais.
  • 19/8: enviou o Relatório de Vistoria Técnica (RTV) ao DER-ES.
  • Até agora: segundo o Crea-ES, a papelada não foi enviada, o que trava escopo, custo e cronograma.

O que diz o DER-ES

Em nota, o DER-ES afirmou que “não foi notificado” pelo Crea-ES e que as “estacas expostas não têm função estrutural”. O órgão não detalhou se fará intervenções imediatas nem quando pretende compartilhar os documentos solicitados.

O que muda para quem usa a ponte

Corredor essencial para o tráfego local, escolar e de cargas, a ponte permanece em uso. Mesmo sem colapso iminente, as patologias ativas exigem manutenção preventiva urgente nos pontos críticos, sobretudo onde há risco de queda de fragmentos sobre as vias inferiores.

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Por que o “memorial de cálculo” é crucial

É o “raio-X” da estrutura: define cargas de projeto, materiais, detalhes de fundação e capacidade resistente. Sem ele, não se fecha um projeto executivo seguro nem se prioriza corretamente o reforço estrutural.

Linha do tempo essencial

  • Junho — Imagens nas redes expõem degradação; DER-ES diz que estacas antigas “não têm função estrutural”.
  • Julho — Crea-ES inicia vistorias.
  • 28 de julho — Ofício do Crea-ES ao DER-ES pedindo a documentação.
  • 19 de agosto — Envio do RTV com recomendações ao DER-ES.
  • Atual — Conselho aguarda projetos para calibrar o plano de intervenção.

O que observar nos próximos dias

  • Resposta do DER-ES com projetos e memoriais.
  • Adoção de medidas imediatas nos pontos críticos (remoção de partes soltas e reparos localizados).
  • Cronograma público de manutenção/obras e, se necessário, gestão de tráfego durante as intervenções.

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