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Grito dos Excluídos em Colatina vai lembrar 10 anos do crime da Samarco no Rio Doce

Manifestação será realizada em 7 de setembro com caminhada às margens do rio; ato também vai cobrar participação social na aplicação dos recursos da repactuação

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Grito dos Excluídos em Colatina vai lembrar 10 anos do crime da Samarco no Rio Doce

O município de Colatina será palco, no próximo dia 7 de setembro, do 31º Grito dos Excluídos, que este ano terá como destaque a lembrança dos quase 10 anos do crime ambiental da Samarco/Vale-BHP, responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.

A concentração está marcada para as 8h30, na praça do bairro São Vicente, de onde os manifestantes seguirão em caminhada até a Catedral, no Centro. O percurso será feito às margens do Rio Doce, atingido pelos rejeitos de minério que ainda hoje marcam a vida de milhares de pessoas na região.

Com o tema “Vida em Primeiro Lugar” e o lema “Cuidar da Casa Comum e da Democracia é Luta de Todo Dia”, o ato em Colatina é organizado pela Diocese, por meio da Comissão de Justiça e Paz (CJP), pastorais sociais, sindicatos e movimentos populares, como o Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB).

Entre as reivindicações que serão levadas às ruas está a criação de um Conselho Estadual de Participação Social do Rio Doce, que reuniria sociedade civil e poder público para fiscalizar a aplicação dos recursos previstos no acordo de repactuação firmado em 2024 entre mineradoras, governos e instituições de Justiça.

Segundo o coordenador da CJP, Genivaldo Lievori, ainda há grande desconfiança em relação à qualidade da água do Rio Doce, o que obriga muitos moradores a recorrerem à compra de água mineral.
“Até mesmo pessoas com menor poder aquisitivo fazem isso, deixam de comprar uma proteína para adquirir água mineral”, destacou.

Defesa da democracia

Além da pauta socioambiental, o Grito dos Excluídos em Colatina também vai levantar bandeiras ligadas à defesa da democracia. Entre os protestos previstos estão críticas ao chamado “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 e ao suposto plano de assassinato envolvendo o presidente Lula (PT), o vice Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes, que teria ligação com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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