Lesões graves em mãe e bebê durante parto em Colatina levam Sesa a abrir auditoria no Hospital São José

Mãe e recém-nascido sofreram lesões durante o parto; mulher afirma que cesariana havia sido recomendada pelo médico do pré-natal

A Secretaria da Saúde do Espírito Santo (Sesa) instaurou uma auditoria para apurar as condições do parto do bebê Alderico, que nasceu com 6,5 quilos no Hospital São José, em Colatina, no dia 9 de agosto.
A decisão foi tomada após a constatação de lesões tanto na criança quanto na mãe, Ariane Borges Vieira, de 39 anos.

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Em nota, a Sesa informou que a medida foi adotada assim que teve conhecimento do caso.

“Assim que tomou conhecimento do fato e, considerando a gravidade das lesões da mãe, Ariane Borges, e da criança, a Sesa determinou uma apuração imediata e minuciosa do caso”, destacou o órgão estadual.

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Sesa determina apuração imediata e minuciosa/Redes sociais

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Segundo Ariane, o médico responsável pelo seu pré-natal havia indicado a necessidade de uma cesariana, devido ao tamanho elevado do bebê.
No entanto, a equipe do Hospital São José teria optado por induzir o parto normal, decisão que, segundo ela, resultou em graves complicações para ambos.

Durante o nascimento, Alderico sofreu uma lesão no plexo braquial do braço esquerdo, perdendo o movimento do membro.
O bebê também precisou ser entubado e internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), onde permaneceu por 10 dias. Atualmente, ele realiza sessões de fisioterapia em casa para tentar recuperar os movimentos

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A mãe também sofreu complicações graves durante o parto.
Ariane relatou ter enfrentado hemorragias e lacerações uterinas, que exigiram 51 pontos e um longo processo de recuperação.
Quase dois meses após o parto, ela ainda apresenta sequelas físicas e emocionais, além de continuar em acompanhamento médico.

A auditoria instaurada pela Sesa deve analisar os procedimentos realizados no parto, os protocolos adotados pela equipe médica e a conduta hospitalar diante das condições da gestante e do recém-nascido.
O caso também pode ser encaminhado para o Conselho Regional de Medicina (CRM-ES), caso sejam identificadas falhas profissionais.

O Portal ES Fala, mantém o espaço aberto para manifestação da unidade de saúde sobre o caso. Assim que houver posicionamento oficial, a matéria será atualizada.

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