Nos últimos meses, as bicicletas elétricas se multiplicaram pelas ruas, avenidas e ciclovias de Colatina. Silenciosas, práticas e econômicas, elas conquistaram o público que busca uma alternativa de transporte mais rápida e sustentável.
Mas o crescimento acelerado desse tipo de veículo tem revelado um problema preocupante: a ausência de normas claras e de fiscalização sobre o uso das bikes elétricas na cidade.
Em praticamente todas as regiões de Colatina — especialmente no Centro, nas avenidas Getúlio Vargas e Ângelo Giuberti — é fácil observar o aumento das chamadas “magrelas elétricas”.
Muitos usuários circulam sem capacete, em alta velocidade e, em alguns casos, pelas calçadas ou contramão, o que tem gerado queixas de pedestres e motoristas.
De acordo com Jeferson da Rocha Ferreira, gerente da Móveis Linhares, localizada na avenida Getúlio Vargas, o interesse pelas bicicletas elétricas cresceu de forma expressiva nos últimos meses.
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Adolescentes sem nenhum equipamento de proteção circulam pela cidade/Redes sociais
“Os modelos mais simples custam em torno de R$ 4 mil, e os mais sofisticados chegam a R$ 9 mil. A procura aumentou muito, principalmente entre pessoas acima de 20 anos que usam a bike para ir ao trabalho”, relatou.
Ele conta que um cliente conseguiu reduzir o tempo de deslocamento diário de duas horas para apenas 15 minutos, no trajeto entre o bairro Carlos Germano Naumann e o Maria das Graças.
“Ele gastava muito tempo e dinheiro com ônibus. Agora, vai de bicicleta elétrica e chega rapidinho”, completou o gerente.
Jeferson destaca ainda que o crescimento desse mercado tem impactado as vendas de motocicletas, e acredita que a tendência deve se manter nos próximos meses.
O que poderia representar um avanço para a mobilidade sustentável, hoje é motivo de preocupação entre pedestres, ciclistas e motoristas.
Sem uma legislação específica em vigor no município, as bicicletas elétricas dividem espaço com ciclistas convencionais nas ciclovias e também com carros nas vias de maior movimento, o que aumenta o risco de acidentes.
A ausência de fiscalização e a falta de campanhas educativas tornam o cenário ainda mais delicado. “Tem gente passando de bike elétrica em alta velocidade na calçada, outras atravessando o sinal vermelho. Falta orientação e regra”, relatou uma moradora do bairro Maria das Graças.
Segundo especialistas, as bicicletas elétricas de baixa potência são equiparadas às convencionais e não exigem habilitação, placa ou licenciamento, mas o uso de capacete é fortemente recomendado.
Além disso, devem circular nas ciclovias ou, na ausência delas, à direita das vias, sempre no mesmo sentido do tráfego.
Apesar disso, em Colatina a aplicação dessas regras ainda é limitada, o que deixa motoristas e pedestres inseguros diante da falta de fiscalização.
Com o aumento visível do número de bicicletas elétricas nas ruas, especialistas e comerciantes defendem que a Prefeitura e a Secretaria Municipal de Trânsito iniciem ações sobre a regulamentação do uso desses veículos, com campanhas de orientação e normas locais de segurança.














