A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está investigando dez novos casos suspeitos de uma infecção respiratória que pode estar relacionada ao surto que atingiu profissionais do Hospital Santa Rita, em Vitória. Entre os casos monitorados, dois pacientes estão internados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e oito permanecem em enfermarias.
Segundo o secretário de Saúde, Tyago Hoffmann, os casos envolvem pacientes e acompanhantes que estiveram no hospital e apresentaram sintomas semelhantes aos relatados pelos funcionários contaminados. Eles estão isolados em outras unidades hospitalares do Estado e sob acompanhamento clínico rigoroso.
“Estamos coletando amostras de sangue, urina e exames pulmonares para identificar se se trata do mesmo agente causador detectado entre os funcionários. Também estamos conduzindo uma investigação social, para verificar se esses pacientes e acompanhantes estiveram na mesma ala e no mesmo período das contaminações registradas”, explicou Hoffmann, em entrevista ao repórter Alberto Borem.
De acordo com a Sesa, ainda não é possível confirmar se os novos casos estão relacionados diretamente aos funcionários contaminados, uma vez que o agente causador da infecção — vírus, bactéria ou fungo — ainda não foi identificado.
O secretário não descarta a possibilidade de existirem outros casos não notificados, especialmente de pessoas que apresentaram sintomas leves e não chegaram a ser internadas.
Atualmente, entre os funcionários do Hospital Santa Rita, três estão internados em UTI — incluindo uma técnica de enfermagem em estado grave e entubada — e cinco permanecem em enfermarias.
“O caso da técnica de enfermagem é o mais grave. Ela está intubada no próprio Hospital Santa Rita e requer muita atenção. Nossa preocupação cresce com os novos casos suspeitos, porque até então tínhamos 26 funcionários contaminados, e agora já há indícios de pacientes e acompanhantes com sintomas semelhantes”, alertou o secretário.
A Sesa tomou conhecimento do surto na segunda-feira (20), pela manhã, e emitiu alerta máximo às equipes da Vigilância Sanitária e ao Laboratório Central (Lacen). Desde quarta-feira (22), não houve novos registros.
“As equipes da Sesa estão reunidas com o hospital para garantir a segurança dos profissionais, pacientes e acompanhantes. O Hospital Santa Rita é uma unidade de referência oncológica no Estado, por isso as medidas de controle são rigorosas. Até o momento, tudo indica que o processo está sendo controlado”, afirmou Hoffmann.
A ala onde ocorreram os primeiros casos passou por desinfecção completa, e o Lacen está conduzindo testes laboratoriais para identificar o tipo de agente infeccioso. A previsão é de que os resultados fiquem prontos até o final da próxima semana.
Os sintomas apresentados pelos pacientes são semelhantes aos de uma pneumonia viral ou bacteriana, com febre alta, dor de cabeça, tosse seca e forte mal-estar, caracterizando um quadro de doença respiratória aguda.
“Os sintomas são muito parecidos com os de uma gripe muito forte, mas ainda não sabemos se é viral, bacteriano ou fúngico. A prioridade é identificar o agente para adotar as medidas adequadas de contenção”, reforçou o secretário.














