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Olhares voltados à Inglaterra: decisão sobre tragédia de Mariana pode ser divulgada nesta sexta-feira (14)

Justiça inglesa vai divulgar se a mineradora é ou não responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, que completa 10 anos e é o maior desastre socioambiental do Brasil

Por ES Fala
· 1 min de leitura Atualizado · Sem comentários
Olhares voltados à Inglaterra: decisão sobre tragédia de Mariana pode ser divulgada nesta sexta-feira (14)

A Justiça da Inglaterra vai divulgar, nesta sexta-feira (14), às 6h30 da manhã (horário de Brasília), a decisão sobre a responsabilidade da mineradora BHP pelo rompimento da barragem de Fundão, ocorrido em Mariana (MG), em 2015. O desastre é considerado o maior da história do Brasil e um dos mais graves do mundo envolvendo barragens de mineração.

A ação internacional foi movida por milhares de vítimas, prefeituras e entidades, representadas pelo escritório de advocacia Pogust Goodhead, que atua no Reino Unido. A sentença será divulgada pelo tribunal inglês e, caso a BHP seja condenada, será a primeira vez que uma das empresas envolvidas é considerada legalmente culpada pela tragédia.

Expectativa internacional

A expectativa é alta. Nesta primeira etapa, a Justiça britânica vai decidir apenas se a BHP é ou não culpada pelo rompimento da barragem, que liberou milhões de metros cúbicos de rejeitos, devastou comunidades inteiras, poluiu 675 quilômetros do Rio Doce e afetou mais de 2 milhões de pessoas entre Minas Gerais e o Espírito Santo.

Se o tribunal decidir pela culpa da mineradora, o processo entrará em uma nova fase, que definirá os valores das indenizações que deverão ser pagos aos atingidos que aderiram à ação coletiva.

Por outro lado, uma decisão favorável à BHP poderá ter como argumento que as reparações já estão sendo conduzidas no Brasil. Ainda assim, o escritório Pogust Goodhead pode recorrer, embora as chances de reversão sejam consideradas baixas.

O caso de Mariana é acompanhado de perto por ambientalistas, juristas e comunidades atingidas, que veem o julgamento como um marco na busca por justiça internacional. Para muitas vítimas, a decisão da corte inglesa representa a esperança de responsabilização efetiva por uma tragédia que, mesmo após uma década, ainda causa impactos ambientais e sociais profundos.

ES FALA: informação rádio Itatiaia.

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