Uma brincadeira aparentemente inocente quase terminou em tragédia na noite de quarta-feira (10), na Avenida Moacyr Dalla, Beira Rio de Colatina. Um motociclista que trafegava pela via foi surpreendido por uma linha de pipa que, segundo ele, por pouco não cortou seu pescoço.
A vítima contou à redação do ES Fala que seguia em sua motocicleta, nas proximidades da área verde, quando sentiu o impacto da linha na região do pescoço. Ele relata que a linha que quase atingiu sua artéria carótida seria a conhecida linha chilena, material extremamente cortante e proibido, capaz de provocar ferimentos graves e até mortes.
Produzida com pó de quartzo e óxido de alumínio, a linha chilena é mais resistente e afiada do que o cerol comum, aumentando o risco de acidentes envolvendo motociclistas, ciclistas e pedestres.
Além de criticar a atitude dos responsáveis pela prática de empinar pipas no local com a linha Chilena — que é um dos principais pontos de lazer de Colatina, frequentado por famílias, crianças e com grande fluxo de motocicletas — o motociclista também questionou a resposta da Polícia Militar. Segundo ele, após informar o perigo aos militares que estavam nas proximidades, a ação adotada não teria sido suficiente para impedir que a prática continuasse.
“A PM foi avisada, foi ao local, e ao sair continuaram empinando a pipa, demonstrando que a ação policial foi ignorada”, afirmou o motociclista.
Ele reafirma que a situação poderia ter gerado um desfecho muito mais grave e faz um apelo para que autoridades intensifiquem a fiscalização na região.
“Gostaria de pedir às autoridades que se atentem a esse problema, pois o pior poderia ter ocorrido”, finaliza.
O uso de linha chilena e cerol é proibido, e quem comercializa ou utiliza o material pode ser responsabilizado.















