STJ manda soltar mais um investigado da Operação Recepa, que apura esquema com colatinenses entre os envolvidos

Decisão considerou ilegal a manutenção da prisão por falta de pagamento de fiança em investigação que apura fraude bilionária no comércio de café

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura de mais um dos investigados na Operação Recepa, que apura um esquema de fraude no comércio de café no Espírito Santo, com prejuízo estimado em até R$ 1 bilhão.

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A decisão, proferida no dia 31 de dezembro e divulgada oficialmente no último dia 2, concedeu habeas corpus a Márcio Barrozo Aranha, apontado como integrante da organização criminosa investigada por crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica, blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro relacionados à comercialização de café no Estado.

A prisão preventiva do empresário havia sido decretada em novembro de 2025, no âmbito da Operação Recepa, deflagrada pela Polícia Civil com apoio do Ministério Público do Espírito Santo (MPES).

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Conforme consta nos autos, antes da análise do habeas corpus pelo STJ, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) já havia substituído a prisão preventiva por medidas cautelares diversas, como comparecimento periódico em juízo e restrições de contato. No entanto, a Corte Estadual condicionou a liberdade ao pagamento de fiança no valor de R$ 50 mil.

Como o valor não foi recolhido, Márcio Barrozo Aranha permaneceu preso. Para o STJ, a manutenção da custódia nessa condição configurou ilegalidade, já que a própria Justiça estadual havia reconhecido a possibilidade de substituição da prisão por medidas cautelares menos gravosas.

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A Operação Recepa segue em andamento e investiga um suposto esquema estruturado de fraudes fiscais e financeiras envolvendo a cadeia de comercialização do café no Espírito Santo, um dos principais polos produtores do país.

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