Moradores de Colatina — e também pessoas de cidades vizinhas que frequentam o comércio e utilizam serviços no município — têm questionado, cada vez mais, a situação da limpeza urbana. As reclamações se acumulam há meses e envolvem tanto a coleta de lixo, de responsabilidade do Sanear, quanto os serviços de capina e limpeza pública, hoje sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Obras.
Durante a semana, leitores procuraram a reportagem para relatar a sensação de abandono em diferentes pontos da cidade. Segundo eles, o padrão de limpeza estaria aquém do esperado para um município do porte de Colatina.
Um dos relatos veio de um morador de Pancas, que esteve na cidade e se disse chocado com o que encontrou no final da Rua Hilário Delaqua. “Vi uma cena preocupante: uma mulher com deficiência não conseguiu passar pela calçada porque estava tomada pelo mato. Ela acabou indo para a rua e quase foi atropelada”, contou. O morador enviou fotos à redação e questionou: “O que está acontecendo com Colatina?”
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Crédito leitora
Centro também é alvo de críticas
As queixas não se restringem a bairros mais afastados. Uma moradora de Colatina gravou um vídeo denunciando a falta de capina em uma rua próxima ao 8º Batalhão da Polícia Militar, no Centro da cidade. Nas imagens, é possível ver mato alto ocupando a calçada e parte da via, dificultando a circulação de pedestres.
De acordo com moradores, situações como essas têm sido recorrentes e, em vez de solução, o problema parece se agravar com o passar do tempo.
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Centro de Colatina/Crédito leitor
“Uns dizem que falta gari. Se falta, por que não contratam? Falta de dinheiro não é. Ninguém gasta cerca de R$ 7 milhões em uma festa sem ter recursos para cuidar do básico”, disparou uma moradora do bairro São Miguel, que afirma que a região está “tomada pelo mato”.
Além do aspecto visual, os moradores ressaltam que a falta de limpeza urbana afeta diretamente a segurança, a mobilidade e a dignidade, especialmente de idosos e pessoas com deficiência. Para eles, o serviço precisa ir além do paliativo e devolver à cidade a sensação de bem-estar e cuidado.
“Não é aceitável que alguém tenha que andar no meio da rua, correndo risco de ser atropelado, porque a calçada está intransitável. A população paga impostos e espera serviços de qualidade”, reforça outro leitor.
CENTRO DE COLATINA

A reportagem deixa o espaço aberto para manifestação do Sanear e da Secretaria Municipal de Obras sobre as reclamações. Caso haja posicionamento oficial, o texto será atualizado.















