O que deveria ser um espaço de cuidado e prevenção se transformou em motivo de medo e indignação para moradores da Reta Grande, no interior de Colatina. Pacientes denunciam que o posto de saúde da comunidade está há meses sem qualquer limpeza no entorno, acumulando mato alto e favorecendo o surgimento de escorpiões e cobras.
A situação é ainda mais grave porque envolve crianças. Pais e mães relatam receio ao levar os filhos para atendimento, diante do risco de acidentes com animais peçonhentos. “A gente vem para cuidar da saúde e sai com medo de algo pior acontecer”, resume uma moradora.
Dentro da unidade, o cenário também é de abandono. Portas quebradas, inclusive na sala de atendimento da enfermagem, comprometem a privacidade, o acolhimento e a dignidade dos pacientes. O problema tem levado mulheres da comunidade a abrirem mão de exames essenciais, como o preventivo ginecológico.
“Estou sem fazer meu preventivo porque a porta da sala da enfermeira está quebrada. Outras mulheres daqui também estão sem fazer pelo mesmo motivo”, relata uma paciente, evidenciando que o problema ultrapassa a estrutura física e atinge diretamente a saúde pública.
A ausência de manutenção básica, tanto externa quanto interna, levanta questionamentos sobre a atenção dada às comunidades do interior, que dependem exclusivamente dessas unidades para atendimento médico. Enquanto o mato cresce e as portas permanecem quebradas, a população segue exposta a riscos e privada de cuidados fundamentais.
Moradores cobram ações urgentes, antes que o descaso resulte em acidentes ou agravamento de problemas de saúde que poderiam ser evitados com o mínimo de estrutura e respeito.















