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De Colatina para a Netflix: ator colatinense participa de “Wandinha” e leva o Espírito Santo para o mundo

Yan Schwider do bairro Maria Ismênia, Colatina, construiu carreira na Irlanda e viveu os bastidores de uma das séries mais populares do streaming

Por ES Fala
· 3 min de leitura Atualizado · Sem comentários
De Colatina para a Netflix: ator colatinense participa de “Wandinha” e leva o Espírito Santo para o mundo

De Colatina para os bastidores de uma superprodução da Netflix. O que parece roteiro de cinema é a trajetória real do ator colatinense Yan Schwider, que hoje constrói carreira internacional e participou da série Wandinha, um dos maiores sucessos recentes do streaming mundial.

Radicado na Irlanda, Yan atravessa fronteiras, idiomas e formatos, mas faz questão de destacar que sua base emocional e criativa continua sendo o Espírito Santo — especialmente Colatina, onde descobriu ainda criança que queria contar histórias.

“Uma das minhas brincadeiras preferidas era imaginar que estávamos em um filme. Criávamos todo um roteiro e íamos improvisando”, relembra.

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Acervo pessoal

Do teatro escolar ao audiovisual internacional

O primeiro palco foi o teatro escolar. Entre ensaios e apresentações, a brincadeira virou propósito.

“Percebi que não era só algo que eu gostava de fazer, era algo que eu precisava fazer. Não havia mais volta.”

Desde então, o ator acumulou participações em peças, filmes e produções para plataformas como Amazon Prime e Netflix.

Antes de assumir a carreira artística, Yan trilhou outro caminho: formou-se em Engenharia Florestal pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), no campus de Alegre. A escolha estava ligada a uma paixão antiga pela natureza e à preocupação com o Rio Doce.

“Ver meus pais tendo que comprar galões de água potável depois do desastre de Mariana me marcou profundamente”, afirma.

Virada profissional na Irlanda

A mudança para a Irlanda começou como intercâmbio cultural e aperfeiçoamento do inglês, mas se tornou um divisor de águas.

Inserido em um país que serve de cenário para grandes produções internacionais, Yan passou a investir estrategicamente na carreira.

Foi nesse contexto que surgiu a oportunidade de integrar “Wandinha”. Mesmo atuando como figurante, teve acesso aos bastidores de uma produção grandiosa.

“Na cena da qual participei, a produção construiu um parque de diversões real, de tamanho colossal, apenas para as gravações”, conta.

Ele destaca o rigor técnico: repetição de cenas, ajustes minuciosos de figurino, maquiagem e cenário. Nos bastidores, pôde acompanhar de perto nomes como Luis Guzmán e Catherine Zeta-Jones.

Reconhecimento internacional

Outro marco foi o filme D07, dirigido pelo brasileiro Marcelo Camargo, rodado na Irlanda e centrado nos desafios da imigração.

O reconhecimento chegou até Hollywood, onde Yan foi selecionado para o programa The Hollywood Initiative, em Los Angeles. Durante duas semanas, mergulhou na indústria cinematográfica e teve contato com profissionais como Jerry Silverhardt, primeiro agente de Tom Cruise, e a produtora Shonda Rhimes.

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Acervo pessoal

“Esse projeto foi literalmente um sonho se tornando realidade.”

Espírito Santo sempre presente

Mesmo com a carreira internacional, Yan faz questão de divulgar o Espírito Santo.

“O pôr do sol de Colatina, a qualidade de vida de Vitória, o Convento da Penha, as praias de Guarapari… somos um tesouro escondido.”

E reforça que há expressões que o mundo pode ampliar, mas não apaga: “Festa sempre vai ser um ‘rockzinho’ e ‘pocar’ sempre será meu verbo para algo que estourou.”

Entre parques cenográficos gigantes e lembranças das ruas do interior, Yan Schwider mostra que é possível sair de Colatina para o mundo — sem deixar de carregar suas raízes em cada personagem.

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