Colatina registra primeiro caso de Mpox em 2026, confirma Sesa

Homem de 30 a 39 anos é o primeiro paciente diagnosticado no Estado este ano; Brasil soma 88 casos e não há mortes em 2026

A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) confirmou o primeiro caso de Mpox no Espírito Santo em 2026. O paciente é um homem, morador de Colatina, com idade entre 30 e 39 anos. O bairro onde ele reside não foi divulgado pelas autoridades de saúde.

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Este é o primeiro registro da doença no Estado desde fevereiro de 2025, quando também houve confirmação de um caso em Colatina. A notificação reacende o alerta das equipes de vigilância epidemiológica, especialmente na região Norte e Noroeste capixaba.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil acumula 88 casos confirmados de Mpox em 2026. A maioria está concentrada em São Paulo, que soma 62 ocorrências desde janeiro. Também há registros no Rio de Janeiro, em Rondônia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e no Distrito Federal. Até o momento, não há mortes registradas neste ano.

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Em 2025, o país contabilizou 1.079 casos e dois óbitos.

O que é a Mpox?

A Mpox é uma zoonose viral transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, gotículas respiratórias ou contato íntimo, incluindo relações sexuais.

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Os principais sintomas incluem febre, dores no corpo, inchaço dos linfonodos e erupções cutâneas. Em casos mais graves, podem ocorrer complicações neurológicas ou oculares.

Não há tratamento específico para a doença. O acompanhamento médico é voltado ao alívio dos sintomas e ao isolamento do paciente para evitar a transmissão.

Investigação e alerta

Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde do Espírito Santo, Orley Cardoso, 15 casos suspeitos foram investigados no Estado.

“Nós investigamos 15 casos. Coletamos o material direto da lesão e encaminhamos para o laboratório para análise. A Mpox tem um período de 4 a 21 dias para se manifestar. Se a pessoa teve contato com alguém com lesão, contato muito próximo ou contato sexual, é preciso observar os sintomas”, afirmou.

A Sesa orienta que qualquer pessoa que apresente sinais compatíveis com a doença procure imediatamente uma unidade de saúde para avaliação e testagem.

Em Colatina, onde o caso foi confirmado, a recomendação é redobrar a atenção aos sintomas e evitar contato direto com lesões suspeitas, mantendo os cuidados básicos de higiene e prevenção.

A reportagem do ES Fala deixa o espaço aberto para a Secretaria de Estado da Saúde informar se há monitoramento de contatos próximos do paciente e se novas medidas serão adotadas na região.

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