O tempo passa, mas a dor e a sensação de impunidade só aumentam para os familiares de Leidymara Moreira Pernes, de 30 anos. Cinco meses após o grave acidente registrado no dia 24 de setembro de 2025, na rodovia ES-080, nas proximidades da Reta Grande, em Colatina, o inquérito que apura as circunstâncias da morte da jovem ainda não foi finalizado.
Leidymara, ex-funcionária da empresa Joana Darc, pilotava uma motocicleta Yamaha XTZ 250 quando colidiu de frente com uma picape. No entanto, segundo informações colhidas no local do acidente, a dinâmica pode envolver um terceiro veículo — um carro da marca Volvo, que seria conduzido por uma mulher.
De acordo com relatos, esse veículo teria fechado a motociclista em uma curva, forçando-a a invadir a contramão para evitar uma colisão lateral, o que resultou no impacto fatal com o outro automóvel.
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Volvo é considerado ponto-chave na investigação
A participação do suposto terceiro veículo é apontada pela família como peça central para esclarecer o que, de fato, aconteceu naquele trecho da ES-080. Apesar de haver menção ao Volvo no boletim registrado pela Polícia Militar, os familiares afirmam que as diligências não avançaram no ritmo esperado.
“O que queremos é justiça. São cinco meses de espera por uma resposta que parece nunca chegar. As provas e os indícios estão lá, mas o inquérito não anda”, desabafou o marido de Leidymara.
O laudo do Serviço Médico Legal confirmou que a vítima sofreu politraumatismos severos. Enquanto a perícia técnica realizou os procedimentos necessários no local do acidente, a etapa investigativa — que deveria identificar e ouvir a condutora do Volvo — ainda não apresentou resultados conclusivos, segundo a família.
Polícia Civil afirma que caso segue sob investigação
Procurada pela reportagem, a Polícia Civil do Espírito Santo informou, por meio de nota, que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Colatina.
“A Polícia Civil informa que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Colatina. Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada”, diz o posicionamento oficial.
Cinco meses depois, familiares e parte da sociedade colatinense aguardam respostas concretas sobre a responsabilização de quem deu causa ao acidente.














