O som de tiros em plena tarde de sábado (14) voltou a interromper a rotina de moradores em Colatina. Desta vez, o cenário foi o bairro São Miguel, onde uma mulher de 44 anos acabou morta após ser atingida por disparos de arma de fogo em via pública.
A vítima, Adelia Lamburghini Barbosa, chegou a ser levada ao Hospital Sílvio Avidos, mas não resistiu aos ferimentos. A morte ocorreu poucas horas depois do ataque que provocou correria e pânico entre moradores.
O fato ocorreu em uma área sensível do bairro, nas proximidades do CRAS e de um posto de saúde, locais que diariamente recebem moradores em busca de atendimento social e médico. A violência registrada ali demonstra uma contradição: espaços destinados à assistência da população acabam dividindo território com cenas cada vez mais comuns de criminalidade.
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Adelia Lamburghini Barbosa, 44 anos, assassinada em via pública em Colatina/Redes sociais
Informações iniciais indicam que indivíduos armados estariam circulando pela região efetuando disparos. A Polícia Militar mobilizou várias equipes para atender à ocorrência e realizar buscas na tentativa de localizar suspeitos.
Durante o patrulhamento, policiais também receberam relatos sobre homens armados que estariam circulando em uma motocicleta pela região. Ao perceberem a presença policial, os suspeitos fugiram, ampliando ainda mais o clima de tensão no bairro.
A banalização da violência
O caso chama a atenção um debate que moradores de diferentes bairros de Colatina vêm fazendo com frequência: a sensação de que a violência deixou de ser um fato isolado para se tornar um elemento recorrente do cotidiano urbano.
Quando disparos são ouvidos em plena luz do dia e em ruas onde famílias vivem, trabalham e circulam, a pergunta que surge entre moradores é inevitável: quem realmente está seguro?
A morte de uma moradora em via pública não é apenas mais um registro policial. Ela mostra uma realidade dura: a de que a criminalidade consegue atravessar bairros inteiros, circular armada e transformar ruas comuns em cenários de medo.
Enquanto a polícia busca identificar os responsáveis, a população segue convivendo com a mesma inquietação em vários bairros da cidade.














