O empresário José Silvino Pinafo será levado a júri popular em Vitória pela morte da fisioterapeuta Bruna França Zocca, de 25 anos, natural de Baixo Guandu, ocorrida em um acidente com lancha em 2020.
A decisão é da 1ª Vara Criminal de Vitória, responsável pelo Tribunal do Júri, após o trânsito em julgado dos recursos apresentados pela defesa. A sessão foi marcada para o dia 30 de setembro, no Fórum Criminal da capital.
Bruna nasceu em Baixo Guandu, onde seus pais residem, e sua morte causou grande comoção entre familiares, amigos e moradores do município.
Acidente ocorreu no Porto de Vitória
O caso aconteceu no dia 25 de julho de 2020, por volta das 18h. Segundo as investigações, a lancha Diamante, conduzida pelo empresário, colidiu contra uma estrutura de cimento — uma passarela — da empresa Technip, no canal do Porto de Vitória.
Com o impacto, Bruna foi arremessada ao mar. Ela chegou a ser socorrida por pessoas que estavam na embarcação, mas não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
Outras duas pessoas que estavam na lancha — Manoel Carlos Monteiro Custódio e Muriel da Silva Ferreira Lima — sofreram lesões graves.
Ministério Público aponta alta velocidade e consumo de álcool
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo, o empresário conduzia a embarcação em alta velocidade, sob influência de álcool e em local considerado impróprio para navegação.
O órgão sustenta que o acusado assumiu o risco de provocar o resultado morte, o que resultou na denúncia por homicídio.
Ainda segundo o Ministério Público, o caso só não teve um desfecho ainda mais grave porque as outras vítimas foram socorridas rapidamente por uma equipe do Samu, o que garantiu a sobrevivência delas.
A defesa do empresário, representada pelo advogado Douglas Luz, afirma que o caso se trata de uma fatalidade.
Segundo ele, os elementos do processo apontam para um “trágico acidente”, sem intenção por parte do acusado. O advogado destaca ainda que, no momento da colisão, familiares próximos do empresário, incluindo seus filhos, também estavam na embarcação.
“A dor que emerge deste episódio não comporta distorções narrativas. A defesa confia plenamente na Justiça e demonstrará que a verdade dos fatos prevalecerá”, afirmou.















