A multinacional espanhola GS Inima assumiu, no início de abril, o controle da operação de esgotamento sanitário em 35 municípios do Espírito Santo, incluindo cidades do Norte e Noroeste como Pancas, Santa Teresa e São Roque do Canaã.
Com a mudança, o serviço que antes era operado pela Cesan passa a ser de responsabilidade da iniciativa privada, por meio da concessionária Espírito Santo Saneamento, formada pela GS Inima em parceria com a capixaba Forte Ambiental.
Maior contrato de saneamento do Estado
A empresa venceu o leilão realizado em junho de 2025 na Bolsa de Valores de São Paulo. O contrato é considerado o maior da área de saneamento no Espírito Santo e prevê:
- Atendimento a mais de 700 mil usuários
- Prazo de 25 anos
- Investimentos de quase R$ 5 bilhões
- R$ 1,08 bilhão em obras e modernização
- R$ 3,85 bilhões na operação dos serviços
O objetivo é garantir a universalização do esgotamento sanitário, com mais de 90% da população atendida.
Veja as cidades atendidas no Norte e Noroeste do ES
Entre os municípios que passam a ter os serviços sob nova gestão estão:
- Pancas
- Santa Teresa
- São Roque do Canaã
- Nova Venécia
- São Gabriel da Palha
- Águia Branca
- Boa Esperança
- Barra de São Francisco
- Ecoporanga
- Mantenópolis
- Pedro Canário
- Vila Pavão
- Vila Valério
- Rio Bananal
- João Neiva
- Fundão
- Conceição da Barra
Além de outras cidades do Estado, incluindo até a capital, Vitória.
Presença internacional e novos projetos
A GS Inima atua em 13 países e está no Brasil há cerca de 30 anos, com operações em estados como Santa Catarina, Alagoas, Ceará, Minas Gerais e São Paulo.
No Espírito Santo, a empresa já vem ampliando sua atuação. Em 2024, conquistou um contrato de R$ 2,2 bilhões para construção de uma estação de produção de água de reúso na Serra e também está à frente de um projeto de dessalinização em Guarapari, com investimento estimado em mais de R$ 1 bilhão.
A troca de gestão marca uma nova fase no saneamento capixaba e deve impactar diretamente a rotina de moradores, especialmente em cidades do interior, onde o acesso ao tratamento de esgoto ainda é limitado.














