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Moradora de Colatina denuncia golpe imobiliário e prejuízo passa de R$ 24 mil

Negócio iniciado em anúncio no Facebook terminou com promessas não cumpridas e parte do valor ainda não devolvida

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Moradora de Colatina denuncia golpe imobiliário e prejuízo passa de R$ 24 mil

Uma moradora de Colatina procurou a 15ª Delegacia Regional para denunciar um suposto esquema de estelionato envolvendo a venda de imóveis e cartas de crédito. O caso, que começou a partir de um anúncio no Facebook, terminou com um prejuízo que ultrapassa os R$ 24 mil.

De acordo com o relato, a vítima foi atraída por uma oferta publicada na rede social e iniciou negociação com uma mulher identificada como Kimberlly. Para garantir a aquisição de um imóvel, foi exigido o pagamento de uma entrada no valor de R$ 63.820,00. A promessa era de que, em até 30 dias, uma carta de crédito seria aprovada para viabilizar a compra.

No entanto, após o prazo, a aprovação não ocorreu. Segundo a vítima, foram apresentadas justificativas vagas para a negativa. Diante da situação, ela procurou o escritório físico da empresa, localizado na Rua Cassiano Castelo, no Centro de Colatina, onde assinou um termo de desistência e solicitou a devolução integral do valor pago.

O que seria um reembolso simples se transformou em uma série de transtornos. Conforme o boletim de ocorrência, a empresa chegou a prometer a devolução em até 15 dias, mas não cumpriu o prazo. A suposta proprietária, identificada como Lorena, inicialmente alegou desconhecer o caso, mas depois se comprometeu a quitar a dívida.

Após insistentes cobranças, apenas R$ 39.800,00 foram devolvidos, ainda de forma parcelada. O restante, no valor de R$ 24.020,00, segue pendente. Segundo a denunciante, ela passou a ser direcionada a um terceiro funcionário, identificado como Lucas, sem que haja solução definitiva para o pagamento.

Cansada das sucessivas promessas não cumpridas, a moradora decidiu formalizar a denúncia para que a Polícia Civil apure a conduta da empresa e dos envolvidos.

Casos como esse, segundo especialistas, costumam utilizar estruturas aparentemente legítimas, como escritórios físicos e uso de nomes de supostos corretores, para transmitir credibilidade às vítimas.

As autoridades orientam que, antes de realizar pagamentos elevados relacionados a cartas de crédito ou aquisição de imóveis, o consumidor verifique se a empresa possui autorização do Banco Central para operar, além de buscar informações sobre o histórico de reclamações e possíveis irregularidades.

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