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Cidade próxima a Colatina é alvo de operação contra grupo suspeito de movimentar R$ 4 milhões em dois meses

Polícia investiga organização criminosa acusada de extorquir vítimas com ameaças de divulgação de imagens íntimas

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Cidade próxima a Colatina é alvo de operação contra grupo suspeito de movimentar R$ 4 milhões em dois meses

Uma operação da Polícia Civil do Paraná contra uma organização criminosa especializada em “sextorsão” teve como um dos alvos o município de Santa Maria de Jetibá, localizado a cerca de 73 quilômetros de Colatina.

A ação foi deflagrada nesta quinta-feira (21) e cumpre mandados de prisão e de busca domiciliar em cinco estados brasileiros. Segundo as investigações, o grupo é suspeito de praticar extorsão por meio de ameaças de divulgação de fotos e vídeos íntimos, além de atuar em esquema de lavagem de dinheiro utilizando criptoativos.

Ao todo, foram expedidos cinco mandados de prisão e cinco mandados de busca em cidades do Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, as investigações apontam que quase R$ 4 milhões foram movimentados em apenas dois meses. A estimativa é de que pelo menos 20 pessoas tenham sido vítimas do esquema em diferentes estados do país.

A operação conta com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública e das polícias civis dos estados envolvidos.

Segundo os investigadores, o golpe começou a ser aplicado em 2024. Uma das vítimas identificadas mora em Palmas, no Paraná, e teria sido abordada por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens por um perfil falso chamado “David Green”.

Ainda conforme a investigação, o suspeito utilizava fotos de terceiros e dizia ser médico oncologista em missão de paz da Otan na Síria. Após conquistar a confiança da vítima e criar vínculo afetivo, ele teria prometido casamento e induzido o envio de fotos e vídeos íntimos.

Posteriormente, começaram os pedidos de dinheiro sob diferentes justificativas, como despesas com passagens aéreas, multas e supostos problemas relacionados ao transporte de ouro na Áustria e no Brasil.

Segundo o delegado Kelvin Bressan, do Núcleo de Investigações Qualificadas, após a vítima demonstrar dificuldades financeiras e desconfiar do golpe, os criminosos passaram a ameaçar divulgar o conteúdo íntimo caso novos pagamentos não fossem realizados.

A exigência teria chegado a R$ 20 mil, e o prejuízo total da vítima ultrapassa R$ 60 mil.

A polícia identificou uma estrutura dividida entre operadores estrangeiros e integrantes no Brasil. Conforme as investigações, o núcleo internacional utilizava telefone com código da Nigéria e seria responsável pelo contato inicial e pela extorsão das vítimas.

Já os investigados no Brasil atuariam principalmente na movimentação financeira e ocultação dos valores obtidos ilegalmente, utilizando contas bancárias e conversão do dinheiro em criptoativos.

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