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Pergunta de leitor: meu filho vive gripado. Dar antibiótico sem necessidade pode fazer mal? Entenda o risco das superbactérias

Leitora de Colatina questiona sobre o uso de antibióticos em crianças, e especialistas alertam que o uso inadequado dos medicamentos contribui para o avanço da resistência bacteriana

Por ES Fala
· 1 min de leitura · Sem comentários
Pergunta de leitor: meu filho vive gripado. Dar antibiótico sem necessidade pode fazer mal? Entenda o risco das superbactérias

Uma dúvida comum entre pais e responsáveis foi enviada por uma leitora de Colatina e serve de alerta para milhares de famílias. Com o aumento dos casos de resistência bacteriana em crianças, cresce também a preocupação sobre o uso correto dos antibióticos.

Estudos recentes mostram que as chamadas “superbactérias” estão tornando infecções comuns cada vez mais difíceis de tratar. O problema ocorre quando as bactérias deixam de responder aos medicamentos que antes eram eficazes, exigindo tratamentos mais complexos e, muitas vezes, internação hospitalar.

Uma pesquisa publicada no Journal of the American Medical Association analisou mais de 106 mil amostras de infecções em crianças e adolescentes de 82 países. Os resultados apontam um aumento significativo da resistência bacteriana, comprometendo a eficácia de antibióticos utilizados no tratamento de doenças como pneumonia, infecção urinária e sepse.

Especialistas explicam que um dos principais motivos para esse cenário é o uso inadequado dos antibióticos. Em muitas situações, esses medicamentos são utilizados para tratar doenças provocadas por vírus, como gripes e resfriados, casos em que não apresentam qualquer benefício.

Também contribuem para o problema a automedicação, a interrupção do tratamento antes do prazo recomendado e o uso de medicamentos sem orientação médica.

Quando os antibióticos de primeira escolha deixam de funcionar, os pacientes podem precisar de medicamentos mais potentes, que muitas vezes só podem ser administrados por via intravenosa, aumentando o risco de internações e complicações.

As crianças estão entre os grupos mais vulneráveis porque apresentam maior frequência de infecções e possuem menos opções de antibióticos disponíveis do que os adultos.

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