Eu sei onde você mora”: falso policial ameaça morador de Colatina pelo WhatsApp
Contato pelo WhatsApp se apresentou como “sargento” e pediu colaboração; depois que o morador desconfiou da abordagem, conversa mudou de tom e terminou em ameaça

Um contato aparentemente comum pelo WhatsApp transformou-se em momentos de preocupação para um morador de Colatina. Um homem se apresentou como policial militar e tentou obter informações da vítima. Após ter sua identidade questionada, ele teria feito ameaças e demonstrado conhecer até mesmo o endereço onde o morador vive.
Uma fonte entrou em contato com o ES FALA e relatou o caso, ocorrido nesta semana. As informações apontam que as mensagens partiram de um número com DDD 27.
No início da conversa, o remetente se identificou como “sargento Ricardo”, da Polícia Militar de Vitória, e afirmou que estava entrando em contato para tratar de algumas informações. Ele teria solicitado a colaboração do morador para que pudesse “entender melhor os fatos”.
A vítima respondeu que demoraria um pouco para retornar porque estava ocupada. Nesse intervalo, porém, decidiu pesquisar o contato e passou a desconfiar de que poderia estar conversando com alguém utilizando uma identidade falsa.
“Você é fake”
Depois da pesquisa, o morador confrontou o homem e afirmou que ele seria um perfil falso. A partir desse momento, segundo as informações repassadas ao ES FALA, o teor da conversa teria mudado.
A pessoa que se apresentava como policial passou a fazer ameaças e afirmou que já teria conseguido aquilo de que precisava.
Em seguida veio a situação que mais preocupou a vítima. O remetente teria informado que sabia onde ela morava.
Além da afirmação, uma mensagem enviada para visualização única apresentava uma imagem que, conforme o relato, aparentava mostrar a própria vítima em frente à residência. O endereço mencionado durante a conversa correspondia ao local onde ela efetivamente mora.
Diante de mensagens de pessoas que se apresentam como integrantes de órgãos públicos ou forças de segurança, a orientação é não fornecer dados pessoais antes de confirmar a identidade do interlocutor por meio dos canais oficiais. Mensagens suspeitas, especialmente quando acompanhadas de ameaças, também devem ser preservadas para eventual apresentação às autoridades.




