Maconha e crack dentro de escola estadual em Colatina: dois adolescentes são encaminhados à polícia
Direção de escola estadual no bairro Lacê identificou uma situação envolvendo os estudantes; durante a abordagem, policiais encontraram drogas entre os pertences dos adolescentes.

Uma situação envolvendo dois adolescentes dentro de uma escola estadual de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, terminou com a intervenção da Polícia Militar e o encaminhamento dos estudantes à delegacia. O caso aconteceu na terça-feira (6), mas ganhou repercussão nesta sexta-feira (9).
O episódio ocorreu na Escola Estadual Geraldo Vargas Nogueira, localizada na Avenida Brasil, no bairro Lacê. A presença de maconha e crack entre os materiais encontrados chamou a atenção para um problema que ultrapassa os limites da unidade de ensino: o contato de adolescentes com substâncias ilícitas ainda durante a vida escolar.
De acordo com as informações divulgadas, a situação foi percebida pela direção da escola, que identificou dois estudantes supostamente preparando um cigarro de maconha nas dependências da instituição.
Diante do episódio, a Polícia Militar foi acionada para verificar o que estava acontecendo.
Drogas estavam entre os pertences dos estudantes
Durante a abordagem, os policiais encontraram diferentes quantidades de substâncias semelhantes a entorpecentes.
Com um dos adolescentes, foram localizados um cigarro e um recipiente contendo fragmentos de maconha.
Já entre os pertences do segundo estudante, os militares encontraram uma porção de maconha e uma pedra de crack dentro da mochila. Outra quantidade de maconha estava escondida no interior de um tênis.
A descoberta levou ao encaminhamento dos dois adolescentes à 15ª Delegacia Regional de Colatina, onde o caso foi apresentado para os procedimentos cabíveis.
Os responsáveis pelos estudantes também foram informados sobre a situação.
Escola deverá adotar medidas internas
Além do encaminhamento à polícia, a direção da unidade escolar informou que adotaria as providências administrativas e disciplinares previstas no regimento da instituição.
O caso chama a atenção pela presença de substâncias ilícitas no ambiente escolar, especialmente por envolver adolescentes que deveriam estar participando das atividades educacionais.
Embora tenham sido encontradas drogas com os estudantes, não há informação confirmada de que estivesse ocorrendo comercialização de entorpecentes dentro da escola.
Essa distinção é importante, uma vez que a apreensão de substâncias não permite, isoladamente, concluir que havia tráfico no local.
Situação reforça debate sobre prevenção
O episódio também evidencia a importância do diálogo entre escolas, famílias e órgãos de proteção à infância e à adolescência.
A identificação precoce de situações relacionadas ao uso de drogas pode contribuir para que os jovens recebam acompanhamento adequado, evitando que problemas dessa natureza se agravem.
Por envolver menores de idade, as identidades dos dois estudantes devem permanecer preservadas, conforme as normas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre eventuais medidas posteriores ao encaminhamento dos adolescentes à delegacia.




