Canetas emagrecedoras eram vendidas até por rifas no ES e três pessoas são presas
Operação realizada nesta quinta-feira (5) encontrou medicamentos trazidos clandestinamente do Paraguai, armazenados de forma inadequada e comercializados em clínicas de estética da Grande Vitória.

O comércio clandestino de canetas emagrecedoras no Espírito Santo passou a utilizar até rifas nas redes sociais para atrair compradores. A prática foi identificada durante investigações que resultaram na prisão em flagrante de três pessoas, entre elas duas empresárias do setor de estética, na manhã desta quinta-feira (5).
A ação, denominada Operação Efeito Colateral, ocorreu em Vitória, Vila Velha, Serra e Cariacica, na Grande Vitória. Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, envolvendo seis pessoas investigadas e dois estabelecimentos comerciais.
Os medicamentos eram adquiridos no Paraguai e transportados por via terrestre até o Espírito Santo, sem a regularização sanitária exigida no Brasil.
Canetas eram sorteadas e oferecidas por quase R$ 2 mil
As investigações identificaram diferentes formas de comercialização dos produtos, principalmente pela internet.
Uma das empresárias detidas utilizava as redes sociais para anunciar as substâncias e chegou a organizar uma rifa virtual envolvendo canetas emagrecedoras.
Também foram encontradas ofertas de pacotes por R$ 1.920, acompanhadas de promessas de procedência original e entrega por transportadora.
Em algumas clínicas de estética, os medicamentos eram comercializados juntamente com procedimentos que incluíam a aplicação das substâncias diretamente nas clientes.
Medicamentos eram guardados junto com alho e cebola
As condições de armazenamento encontradas durante a operação chamaram a atenção pelo risco oferecido aos consumidores.
Parte dos produtos estava guardada junto a alimentos, como alho e cebola. Outros frascos foram encontrados em refrigeradores sem controle de temperatura e até fora de ambientes refrigerados.
O transporte também ocorria sem garantias de conservação adequada, inclusive em caminhões sem monitoramento térmico.
Essas condições podem comprometer a estabilidade dos medicamentos, especialmente daqueles que exigem temperaturas específicas durante o armazenamento e o transporte.
Suspeita de adulteração aumenta preocupação
Além da entrada clandestina no país, existe a suspeita de que algumas substâncias comercializadas como canetas emagrecedoras fossem misturadas a medicamentos controlados de menor custo.
A possível adulteração ainda é objeto de investigação.
Produtos sem procedência comprovada e sem fiscalização sanitária podem expor os consumidores a complicações graves, incluindo pancreatite e outras reações potencialmente severas.
Os medicamentos apreendidos não possuíam registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme as informações divulgadas sobre a operação.
Seis pessoas são investigadas
A Operação Efeito Colateral teve como alvo seis investigados suspeitos de participar da compra, transporte e comercialização clandestina dos medicamentos.
Três pessoas foram detidas em flagrante durante a ação desta quinta-feira. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
A operação integra uma investigação sobre a distribuição irregular de medicamentos utilizados para emagrecimento no Espírito Santo.




