Falta de definição sobre a ciclofaixa de São Silvano desagrada lojistas, moradores e ciclistas

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A falta de posicionamento da Prefeitura Municipal de Colatina em relação à faixa de ciclovia do bairro São Silvanos ao bairro Lacê não está agradando os que são favoráveis e muito menos os desfavoráveis. Não se sabe se a ciclofaixa serve para ciclistas ou para carros estacionarem.

Desde o início da idéia da implantação da ciclofaixa o tema causou polêmicas e manifestações, em especial dos comerciantes de São Silvano, a ponto que, em um ato de protesto, deram as costas para o então Prefeito Sérgio Meneguelli, que defendia com vigor a implantação ciclofaixa pela Avenida Sílvio Avidos.

Uma pesquisa apresentada pelo prefeito na época à Promotoria de Justiça, teve um resultado esmagador, 80% foram favoráveis à implantação da ciclofaixa em São Silvano. Mas mesmo diante da afirmação do antigo administrador do município, as manifestações de pessoas contrárias ocorriam entre moradores da região e proprietários de comércio.

Mesmo não chegando a um denominador comum com as pessoas envolvidas sobre a implantação da ciclofaixa, a obra, entre começos e recomeços, foi executada no percurso entre a Padaria Fransilvania até ao bairro Lacê.

A fiscalização para que a ciclofaixa fosse utilizada por ciclistas terminou com o início da nova administração municipal. Desta forma, segundo moradores e lojistas, atualmente não se vê nem um tipo de fiscalização para multar os automóveis que estão estacionados ou a liberação definitiva da ciclofaixa para voltar a ser estacionamento.

Segundo informações não oficiais, a expectativa da administração seria manter a ciclofaixa como um local onde os carros e motocicletas possam estacionar durante a semana e no final de semana e feriados ser utilizada por ciclistas. Mas ainda é especulação e, por enquanto, a falta de definição está desagradando a gregos e troianos.

“Eu fico incomodado todas as vezes que vejo essa ciclofaixa com carros estacionados onde logo em cima tem uma placa no poste de proibido estacionar, não por ser favorável a ciclofaixa, mas pelo desleixo para a cidade que isso representa”, revelou um lojista.

Já o ciclista Moacyr Almeida, morador de São Silvano, disse que a falta de fiscalização em relação aos carros estacionados na ciclofaixa causam um enorme perigo para os ciclistas. “A gente não sabe o que vai encontrar logo ali na frente. Na semana passada um carro estava estacionado, quando fui desviar quase fui atropelado por uma motocicleta”, revela o aposentado.

Segundo os moradores da comunidade, a falta de definição por parte da Prefeitura de Colatina, está causando desagrado tanto para pessoas que não são favoráveis, como para pessoas que são favoráveis à ciclofaixa.

O QUE DIZ A PMC

O Secretário de Transporte, Trânsito e Segurança Pública da atual gestão de Colatina, Coronel Ferrari, afirma que um estudo técnico está sendo feito para analisar o projeto feito pela antiga gestão e corrigir as diversas falhas. Muitos trechos foram feitas sem as dimensões corretas e previstas pelas normas de trânsito brasileiras, trajetos sinuosos que colocam em risco a vida dos ciclistas.

Este antigo projeto previa o gasto de R$ 250 mil e retirou 105 vagas de estacionamento de carros e 60 vagas de motos. Agora, este estudo visa criar um circuito diferente, que preserve a segurança de ciclistas e motoristas e que não cause impacto econômico aos comerciantes das regiões por onde passa a ciclofaixa.

2 respostas

  1. A faixa existe para ser usada por ciclistas e não para estacionamento.
    Ela não é para ser usada só nos finais de semana.
    E quem pretende usá-la para ir ao trabalho no meio de semana? Vai continuar correndo o risco de topar com um carro estacionado, ter que desviar e ser atropelado na via dos carros?
    É impossível agradar a Gregos e troianos.
    A faixa já foi criada, tem que ser respeitada, DOA A QUEM DOER!!!
    No serviço público as decisões tem que ser cumpridas e, em algumas situações, irão afetar uma parte da sociedade, mas será para o bem da MAIORIA.
    A maioria é a sociedade que precisa de se locomover com mais agilidade, sem precisar depender de carro ou ônibus, além de diminuir o fluxo de veículos nas vias públicas.

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