Espécie de perereca descoberta em Santa Teresa homenageia Pixinguinha

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Conhecido por abrigar uma grande diversidade de anfíbios, o município de Santa Teresa foi o local onde biólogos encontraram uma espécie inédita do grupo. A nova espécie de perereca foi nomeada pelos biólogos como Scinax Pixinguinha

A descoberta inédita para a ciência aconteceu após um ano de pesquisa e observação, de acordo com o pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), João Victor Lacerda. “A gente continuou o nosso estudo e começamos a comparar esses exemplares com outras espécies parecidas de outras áreas de Mata Atlântica no Brasil. Com isso a gente descobriu que não estávamos diante apenas de um novo registro para Santa Teresa, mas sim, um novo registro para a ciência como um todo”, explicou. 

A região em que o animal foi encontrado é conhecida pela grande diversidade de anfíbios. Na cidade, são encontradas mais de 100 espécies deste grupo. A descoberta dos biólogos foi registrada em um artigo científico na última terça-feira(29). 

A perereca recebeu o nome do músico Pixinguinha e segundo o pesquisador do INMA, a ideia surgiu em tom de esperança pela descoberta, tendo em vista os fortes impactos que o bioma Mata Atlântica tem sofrido com o passar dos anos. “Saber que neste resto de Mata Atlântica ainda existem grandes surpresas a serem reveladas, como foi o caso da perereca Pixinguinha, isso nos dá uma injeção de ânimo e momentaneamente nos deixa bastante feliz. Ou seja, assim como Pixinguinha fazia, em converter notas de choro em lágrimas de festa e alegria, momentaneamente a perereca Pixinguinha também converteu nossa tristeza em uma felicidade momentânea, por isso fizemos esse trocadilho”, afirmou o pesquisador. 


Os machos de perereca-pixinguinha têm tamanho de, no máximo, 2,8 centímetros e as fêmeas costumam crescer até aproximadamente 3,8 centímetros. Durante á noite, no período reprodutivo, eles apresentam coloração amarelo vivo. Já de dia, os anfíbios dos dois sexos têm diferentes tons de cinza, bege e marrom. 

Em um riacho no interior da mata, os pesquisadores observaram, inclusive, no último mês de abril, machos S. pixinguinha realizando vocalização – um sinal favorável, de atividade reprodutiva. Porém, por mais que a espécie esteja se reproduzindo, a equipe aponta que os animais sofrem com o uso de agrotóxicos e degradação das nascentes, córregos e matas ciliares. 

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