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Homem é preso por dirigir embriagado em Colatina

Policiais militares realizavam neste domingo (24), cerco tático na Avenida Sílvio Avidos, em São Silvano, Colatina, quando abordaram uma motocicleta Honda Biz. O condutor A.S.F.,

Réu volta a confessar crime, mas nega intenção de matar o marilandense de coração Gerson Camata

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No primeiro dia do julgamento do assassinato do ex-governador Gerson Camata, que se dizia marilandense de coração e que trabalhou durante anos na Rádio Difusora de Colatina na década de 60, o réu confesso Marcos Venício Moreira Andrade foi o último a prestar depoimento. Apesar de confessar o crime, o acusado negou que teria o objetivo de matar o político.

Durante o depoimento, na noite desta terça-feira (03), no Fórum Criminal de Vitória, o réu disse que tentou se aproximar de Gerson Camata por diversas vezes para explicar as denúncias que foram feitas contra ele, mas que sempre era recebido com agressividade pelo ex-governador.

No dia do crime, de acordo com o acusado, ele teria encontrado uma oportunidade de se aproximar de Gerson. Sobre o porte da arma, Marcos Venício afirmou que foi uma coincidência estar com ela e que ele estaria levando a arma para ser regularizada na Polícia Federal.

No primeiro dia de julgamento, todas as sete testemunhas de acusação e as quatro de defesa foram ouvidas. Inicialmente, seriam cinco de defesa, mas uma delas foi dispensada.

Rita Camata: esposa de Gerson Camata e ex-deputada federal prestou um dos depoimentos mais emocionantes do julgamento. Disse que o réu era de se sentar na mesa com a família e que jamais poderia imaginar algo do tipo. Rita lembrou que Camata é um dos criadores do estatuto do desarmamento e morreu por causa do descumprimento.

Miguel Dalarmelina: primeira testemunha a ser ouvida no julgamento. Miguel disse que era amigo do ex-governador Gerson Camata há 52 anos. Ele também conhecia o réu há 40 anos e afirmou que em duas ocasiões o Venício ameaçou matar o ex-governador.

Sebastião Pelaes: foi a segunda testemunha. Sebastião é amigo do réu e da vítima. Ele afirmou em depoimento que ouviu Marcos dizer, inúmeras vezes, que estava descontente com Camata e que “cometeria uma besteira”.

Cassius Valentim: delegado da Polícia Federal e terceira testemunha do período da manhã. Além do homicídio, o acusado vai ser julgado pelo porte ilegal de arma. O delegado explicou que a arma usada no crime era registrada, mas o que registro estava vencido desde 2013. De acordo com a testemunha, Marcos Venício não tinha porte de arma e, por isso, não poderia transitar armado.

Benedito Voss Neto: dono da loja em que o réu deixou a arma. Ele disse em depoimento que Marcos Venício pediu água e tomou um remédio.

Fabrizo Cancellieri Sathler: é o dono da banca onde o crime ocorreu. Ele afirmou não ter ouvido os disparos, mas ouviu parte do diálogo em que Camata mandou o réu procurar o advogado dele. O réu, Marcos Venício, responde que não seria justo e dispara.

Carlos Mariano Ayres: ouviu por várias vezes que Marcos mataria Gerson Camata. Ayres esteve próximo de Camata no dia do crime e presenciou o momento dos disparos.

A Defesa:

Clóvis Menescal: disse em depoimento que tomava café todos os dias com o réu, no Centro da Praia, na Praia do Canto. Ele afirmou que conheceu Venício somente após o rompimento com Camata. A testemunha disse que o ex-governador xingava o réu quando o encontrava e que estava atrapalhando Marcos a conseguir emprego.

João Nunes: afirmou que nunca viu o Marcos portando uma arma e que não sabia que ele a possuía. Segundo Nunes, a vida do réu era cuidar de Gerson Camata. Disse ainda que com o rompimento, o réu teria ficado com uma mágoa muito grande.

Antônio Carlos Franco: conheceu Camata em um acidente de trânsito nos anos 70. Durante o depoimento, reforçou que o ex-governador foi cordial e assumiu todos os prejuízos. Franco ainda disse que tomava café com o réu e que ele sempre foi prestativo.

ESFALA: informação Folha Vitória

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