O Governo do Estado vai investir R$ 1,5 bilhão para revitalizar cerca de mil quilômetros da malha rodoviária no Espírito Santo. A ideia do chamado “Programa Rodoviário do Estado do Espírito Santo BID IV” é reabilitar as rodovias estaduais a fim de aumentar a capacidade de transporte de cargas e nível de segurança.
O programa foi apresentado pelo governador Renato Casagrande (PSB) durante coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (28), no Palácio Anchieta, em Vitória. As obras serão executadas pelo Departamento de Edificações e Rodovias do Espírito Santo (DER-ES).
O investimento é fruto de um financiamento assinado com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O empréstimo será pago entre 2029 e 2044.
Casagrande apontou que, além das revitalizações, haverá obras de expansão do traçado rodoviário.
Os editais de licitação envolvendo as regiões de Linhares, Colatina e Aracruz serão publicados em janeiro de 2022.
Segundo o DER-ES, todos os trechos ganharão um novo pavimento, mais resistente, além de melhorias e reparos na estrutura de sinalização. O diretor presidente do DER-ES, Luiz Cesar Maretto Coura, lembrou que a nova camada asfáltica irá ser condizente com as capacidade de transporte dos caminhões atuais.
Ele também complementou apresentando uma novidade no contrato com o BID: as empresas que forem contratadas para a execução das obras também serão responsáveis pela manutenção desses trechos durante cinco anos.
Municipalização das rodovias
O diretor presidente do DER-ES lembrou que o Estado pretende também repassar para os municípios trechos de rodovias que estão dentro do limite das cidades.
Ele não citou quais seriam essas vias mas apontou que é um contexto presente em todas as 78 cidades do Espírito Santo. Na Grande Vitória, por exemplo, a Rodovia José Sette poderia ser municipalizada e passaria a ser gerida pela Prefeitura de Cariacica.
“Temos 6 mil quilômetros de rodovias no Estado. Quatro mil pavimentadas. Duas mil ainda precisam de pavimentação. Desses quatro mil quilômetros, quando chegam na cidade e entram no município, eles não são mais consideradas rodovias e passam a ser avenidas. O DER-ES passa a ter dificuldade de atuar dentro da cidade, pontuou”.
Além disso, o presidente do Departamento disse que uma manutenção preventiva será realizada. “Vamos fazer uma manutenção preventiva bem feita com massa asfáltica e sinalização. Depois, entregaremos os trechos urbanos para as prefeituras, considerados avenidas, para que o poder municipal possa dar continuidade de manutenção e cuidado dessas vias”.
Maretto garantiu que haverá um diálogo entre Estado e prefeituras para que a transferência não seja algo impositivo.
“Já estamos conversando com vários prefeitos. A maioria deles topa porque depois que municipaliza eles passam a ter facilidade de cobrar o IPTU daquilo que está construído na beira da rodovia. O que passa a ser uma avenida é um ganho, inclusive, para o município. Passa a ser uma avenida nova e passa a ter a possibilidade de cobrar IPTU dos imóveis que estão na beira da rodovia”, apontou.















