De acordo com as investigações, as suspeitas se passavam por advogadas e prometiam benefícios financeiros relacionados ao rompimento da barragem da mineradora Samarco. Elas cobravam valores das vítimas sob a falsa promessa de agilizar o recebimento de indenizações.
“As mulheres usavam o artifício de se apresentarem como advogadas. Em pelo menos três casos, as vítimas eram induzidas a erro, pagando valores e, em alguns casos, adquirindo bens como carro e moto para as criminosas. Quando as vítimas ficavam sem recursos, uma das suspeitas indicava a outra para fornecer empréstimos, aprofundando o prejuízo”, explicou o delegado Ricardo Barbosa, titular da Deic de Aracruz.
Segundo a polícia, uma das vítimas foi uma vendedora de joias, que teve um prejuízo de R$ 40 mil após vender diversas peças para Rafaela da Silva Santos. A suspeita teria se comprometido a pagar com cheques de terceiros, que supostamente seriam provenientes de indenizações conquistadas por seus serviços.
Em outros casos, as vítimas foram convencidas a adquirir veículos para as investigadas. Assim que os empréstimos eram contraídos, as mulheres passavam a extorquir as vítimas, intensificando o esquema fraudulento.
A operação começou no bairro Elias Bragatto, em Ibiraçu, onde os policiais prenderam Rafaela da Silva Santos. Em seguida, a equipe seguiu para o bairro Guaxindiba, em Aracruz, onde foi cumprido o mandado de prisão contra Maria Aparecida França Viana.
Ambas as suspeitas foram conduzidas ao Centro de Detenção Provisória Feminino de Colatina, onde permanecerão à disposição da Justiça.
ALERTA
A Polícia Civil alerta a população para que fique atenta a golpes envolvendo falsas promessas de indenizações ou benefícios financeiros. Denúncias podem ser feitas de forma anônima através do Disque Denúncia 181.















