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Perfumes árabes conquistam os colatinenses com aromas marcantes e preços variados

Com fragrâncias intensas e embalagens elegantes, produtos orientais ganham espaço entre consumidores de Colatina, especialmente o público jovem

Por ES Fala
· 2 min de leitura · Sem comentários
Perfumes árabes conquistam os colatinenses com aromas marcantes e preços variados

Os perfumes árabes têm ganhado cada vez mais espaço no mercado de Colatina, conquistando consumidores locais pela alta fixação, aromas marcantes e embalagens luxuosas que, muitas vezes, mais parecem peças de decoração do que frascos de perfume. A tendência, que já se espalha por todo o Norte e Noroeste do Espírito Santo, é especialmente forte entre os jovens colatinenses, com idade entre 15 e 30 anos, influenciados por resenhas nas redes sociais, como Instagram e TikTok.

A variedade de preços tem contribuído para a popularização das fragrâncias orientais na cidade. Os valores podem variar entre R$ 399 e R$ 3.900, dependendo da categoria: designer ou nicho. Os perfumes de nicho, por exemplo, são produzidos com matérias-primas mais raras e possuem alta concentração de óleos essenciais, o que garante maior durabilidade. Já os de designer têm menor concentração de óleos, o que pode influenciar na fixação.

Entre os perfumes femininos mais procurados estão nomes como Ambre Rouge, Bella Rouge, Pure Aruba, Rose de Soleil e Royal Jasmine. No universo masculino, destacam-se Godness Oud, Imperial Blue, XO, Elixir e Infamous.

O apelo dos perfumes árabes vai além da qualidade olfativa. Um dos fatores que ajudam a manter os preços mais acessíveis é o baixo custo de produção nos países árabes, onde a legislação, os encargos trabalhistas e a burocracia são mais leves em comparação ao Brasil. A disponibilidade de matérias-primas locais e a mão de obra mais barata também colaboram para tornar o produto final mais acessível ao consumidor brasileiro.

Outro ponto que reduz os custos é o modelo de venda, que ocorre, em muitos casos, por meio de lojas virtuais e importadores diretos, eliminando intermediários e reduzindo margens de revenda. Além disso, as marcas árabes investem menos em publicidade tradicional, preferindo o marketing boca a boca e o engajamento espontâneo de usuários nas redes sociais.

Em Colatina, a tendência mostra que o interesse pelos perfumes árabes não está ligado a isenções de impostos ou a promoções agressivas, mas sim à recomendação entre consumidores e à crescente influência digital. O público busca fragrâncias diferenciadas, com bom custo-benefício e que se destaquem pela originalidade — e os perfumes orientais estão atendendo exatamente a esse desejo.

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