Preço do quiabo dispara em Colatina e quilo pode chegar a quase R$ 30
Pesquisa do Portal ES FALA encontrou grande diferença entre estabelecimentos; frio reduz ritmo da produção e ajuda a pressionar os preços

Refogado, frito, grelhado, no ensopado ou em conserva. Com baba ou sem baba. As formas de preparar o quiabo são muitas, mas quem decidiu colocar o alimento no carrinho de compras nos últimos dias em Colatina pode ter levado um susto na hora de conferir o preço.
O quiabo encareceu e, dependendo do estabelecimento, já custa mais que produtos tradicionalmente lembrados pelos preços elevados, como o tomate.
Levantamento realizado pelo Portal de Notícias ES FALA nesta quinta-feira (6) encontrou diferenças expressivas entre os valores cobrados em supermercados de Colatina.
Em um estabelecimento localizado na Rua Carlos Germano Naumann, no Centro, o quilo do quiabo foi encontrado por R$ 9,98, o menor preço verificado durante a pesquisa.
Em outro supermercado, na Avenida Prefeito José Zouain, em Colatina Velha, a situação era bem diferente.
Uma bandeja com 400 gramas custava R$ 11,98. Fazendo a conversão para um quilo, o consumidor estaria pagando o equivalente a R$ 29,95 pelo quilo do quiabo.
Ou seja, considerando os preços encontrados pela reportagem, a diferença chega a praticamente R$ 20 por quilo.
Nas feiras, preço também assusta
O quiabo mais caro não está apenas nos supermercados.
Nas feiras livres de Colatina, há barracas comercializando o produto por valores que chegam a R$ 14 o quilo.
Como cada feirante estabelece o próprio preço, porém, os valores podem variar. Dependendo da banca e do dia da compra, o consumidor pode encontrar o produto tanto mais barato quanto mais caro.
Por isso, pesquisar antes de comprar pode representar uma economia considerável.
Por que o quiabo ficou tão caro?
Uma das explicações para a alta está nas baixas temperaturas registradas durante o período mais frio.
O clima frio, principalmente nas regiões produtoras, reduz a velocidade de desenvolvimento e maturação do quiabo. Com isso, o ritmo das colheitas diminui e chega menos produto ao mercado.
Com uma oferta menor, os preços acabam pressionados.
A expectativa é de que os valores continuem elevados enquanto persistirem as condições de frio que prejudicam o ritmo da produção.
Para quem não abre mão do quiabo na alimentação, a alternativa é comparar os preços entre supermercados, hortifrutis e feiras livres antes de comprar.




